O intenso tráfego de caminhões de minério na ponte Saldanha Marinho, que liga o centro ao bairro Paciência, motivou a deputada Duda Salabert (PDT) a enviar ofício ao governo de Minas Gerais solicitando informações sobre o peso máximo permitido na via estrada nesta terça-feira (18). Segundo a denúncia, caminhões de até 50 toneladas trafegavam na ponte, que recentemente teve a placa de restrição de 20t retirada.
Segundo o jornal O Tempo, o risco de superlotação dos vagões afeta a segurança na ponte, que não tem sinalização de limite e pode não suportar o fluxo intenso de veículos pesados. "Quando foi feito, quem o fez e qual foi a justificativa para remover o sinal de limite de 20t para o tráfego na ponte?" é uma das perguntas feitas à Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra).
Ainda, segundo a denúncia de Salabert, o fluxo de caminhões de minério causa problemas ambientais e incomoda os moradores da região. “Caminhões carregados de minério de ferro, alguns com peso total superior a 50 toneladas, circulam constantemente dia e noite no bairro de Paciência, poluindo as estradas e casas com muita poeira, barulho e riscos de circulação. a estrada principal é essencialmente residencial, muito estreita e mal pavimentada", lê-se na carta.
A Fleurs Global Mineração Ltda é a principal MP acusada e do movimento "Rejeite as Barragens". Em vídeo postado por Salabert na última sexta-feira (14), uma testemunha flagrou 38 carretas de uma mineradora enfileiradas na Rua das Jaqueiras, no bairro Paciência, próximo ao condomínio Eugênia Scharlet. “Esses caminhões estavam esperando para carregar minério de ferro na Fleurs Global Mineração Ltda e depois passaram a carregar pela ponte Saldanha Marinho”, afirma o documento.