A Polícia Federal e a Receita Federal cumprem, na manhã desta terça-feira (6), 22 mandados de busca e apreensão contra uma família que comanda o serviço de transporte público no Estado. Batizada de Ponto Final, a operação apura fraude contra a Previdência Social e a ordem tributária que pode passar de R$ 735 milhões. Por isso, a Receita Federal atua na operação e aponta que os débitos do grupo com a União - em dívida ativa ou em recurso na Receita - se aproxima de R$ 1 bilhão.
A garagem da empresa Saritur, localizada no bairro Jardim Montanhês, região Noroeste de Belo Horizonte, é um dos endereços onde a PF cumpre mandado. A investigação da Polícia Federal apontou que os empresários da família criavam empresas e não recolhiam tributos. Os suspeitos se alternam nos quadros societários das empresas para dificultar a apuração das fraudes, segundo a PF, que também cumpriu mandados de busca e apreensão em outros endereços do grupo. Os empresários são investigados por fraudes como abuso da personalidade jurídica, sonegação de tributos, blindagem patrimonial e fraude à execução fiscal. O grupo econômico explora o serviço público de transporte por ônibus de passageiros urbano, intermunicipal e interestadual, além do transporte de cargas e encomendas.
Por meio de nota, a empresa Saritur negou qualquer envolvimento na "Operação Ponto Final". Segundo a nota, assinada pelo escritório Grimaldi & Rodrigues Advogados, a empresa sempre declarou os impostos e contribuições devidos à Receita Federal e que a inadimplência de pagamento foi causada pela crise financeira do setor de transporte de passageiros, agravada pela pandemia de COVID-19. A nota afirma ainda que a empresa fez um acordo com a Receita Federal e que está pagando as dívidas em dia.
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