Ei você, gosta de uma “branquinha”, da “amarelinha”, ou da “marvada”? Isso mesmo, estamos falando dela, a cachaça. Você sabia que ela é patrimônio do povo mineiro? E que em Minas, tem órgão que ajuda a cuidar deste produto tal nosso? Sim, o Instituto Mineiro de Agropecuária - o IMA trabalha com o intuito de defender a qualidade deste produto tão apreciado por muitos. A cachaça é uma bebida tipicamente brasileira e que tem o seu uso amplamente aplicado a culinária, seja para acompanhar uns pratos, seja para compor outros.
E o IMA, trabalha com seus profissionais no fomento da produção regular e sustentável do destilado, o qual busca manter as melhores características da bebida. Este trabalho tem nome, é o projeto educativo, O legal merece um brinde, que leva sobretudo informação a todos os elos da cadeia produtiva da cachaça. Isto é, esclarece dúvidas a quem produz, comercializa e consome a bebida.
As ações do O Legal merece um brinde orientam quanto à obrigatoriedade do registro da bebida, bem como dos controles necessários para a produção e manutenção da cachaça que é um considerada um alimento, e por isso tanto cuidado para poder concebê-la. É importante esclarecer que por ser um alimento produzido e comercializado, há uma série de regras a serem seguidas para que seja bom além do sabor e aroma, como também quimicamente. Sim, isso mesmo química. Mas fique tranquilo, todo alimento é composto por compostos químicos, e está na natureza. Mas alguns tem limite, e que acima do recomendado pode fazer mal a saúde. Nesse sentido, é importantecontrolar para que tudo seja feito dentro dos conformes.
Uma vez a cachaça obtida, para comercializar também existem algumas regras, pois estamos falando de uma bebida alcoólica, e para isso o consumo consciente e responsável é fundamental. Portanto, beba sempre com moderação, e, se beber não dirija. A cachaça, quando registrada, tem um rótulo com muitas informações que a identifica, que diz quem é o produtor, quais são os ingredientes a compõe. Isso possibilita para quem a consome, possa conhecer o produto, saber a sua história, e buscar mais sobre o produtor, como os diferentes pontos de comercialização, por exemplo. É tão bom quando consumimos algo em algum lugar e depois conseguimos consumir novamente. E isso só acontece quando temos aquele “negocinho” escrito na garrafa bem feito: o rótulo.
E para consumir, é entender que este produto, até então simples, e que muitas vezes é servido em um copinho, tem que ter muita história para contar. Como dito, tem que ter registro, tem química dentro dele e seu rótulo tem que contar de onde vem e o que tem.
Não vou me alongar tanto, deixo aqui um pouquinho mais sobre a nossa cachaça mineira, algumas curiosidades:
- mais de 90% dos produtores fazem a bebida em alambiques de cobre;
- a maioria dos produtores são pequenos e muitos familiares;
- a cachaça feita em alambique de cobre tem as melhores características sensoriais;
- somente com cachaça é que se faz a caipirinha.
Assim, diante de espaços concebidos ao IMA, para o legal merece um brinde, busca-se falar de uma forma leve e informativa sobre esta iguaria tal mineira.
Gostou das informações?
Procure-nos em nosso fale conosco: ima@ima.mg.gov.br
Texto escrito por Lucas Silva Ferreira Guimarães
Responsável pela Gerência de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal – GIV,
Diretoria Técnica – DTEC, Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA