TERÇA-FEIRA, 02 DE JUN DE 2020
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NOTICIÁRIO - ECONOMIA
06 DE MAIO DE 2020
Entidades e empresas se unem para salvar a economia

Quem diria que um vírus fosse parar o mundo, mudar a vida das pessoas e deixar sentimentos de incerteza e medo. A Covid-19 impactou na economia e mexeu no bolso de muitas famílias e de pequenos e microempreendedores. Por um lado, veio a instabilidade, mas por outro, uma força encorajando as pessoas e obrigando-as a se reinventarem. Formas de trabalho foram alteradas para o regime de “home office”, os serviços online cresceram abrindo um leque de oportunidades e gerando emprego, bem como, os serviços de delivery por causa do distanciamento social. Houve também quem descobriu novos talentos. É o lado “A” da pandemia.

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Sebrae Minas os efeitos imediatos da crise sobre os empreendimentos são: a redução do faturamento e dos lucros, além do aumento do endividamento das despesas e dos custos.

A pesquisa ouviu 534 empreendedores de micro e pequenas empresas do estado, dos segmentos do comércio, serviços e da indústria.

De acordo com a pesquisa 89% das micro e pequenas empresas foram afetadas negativamente pela crise. Mesmo assim, sete de cada dez empreendimentos continuam em atividade, mesmo que de forma parcial. Os empresários entrevistados acreditam que a recuperação da economia brasileira deve demorar em média nove meses. A pesquisa mostrou que 48% dos empresários estão buscando orientação para a gestão do negócio e os assuntos que mais gostariam de aperfeiçoar neste momento de crise são sobre finanças, marketing digital e gestão.

“Olhando para o futuro, a crise traz também várias oportunidades e a perspectiva de um comportamento diferente. Precisamos, a partir de agora, estarmos mais atentos a estas oportunidades, sermos mais colaborativos, resilientes e enfrentarmos conflitos com mais sabedoria. O comportamento do consumidor está mudando e com isto novas descobertas e possibilidades estão surgindo”, destacou o gerente da Regional Centro do Sebrae Minas, Antônio Augusto Vianna de Freitas.

Dicas do Sebrae para minimizar a crise

Mantenha-se bem informado, procure apoio e se capacite; adote outras e novas formas de atendimento e comunicação com os clientes. Entenda suas necessidades e desejos. Procure novos nichos de mercado e novos clientes. No momento em que o cliente se retraiu e está recluso em casa, uma solução rápida e de baixo custo é investir na criação de perfis da empesa nas principais mídias sociais (Instagram e Facebook). Invista em aplicativos de delivery. Outa dica é cuidar das finanças, é fundamental que o empreendedor conheça profundamente os custos da sua empresa e seja capaz de avaliar quais são aqueles imprescindíveis para manter o negócio operando. Reduza as despesas (do cafezinho aos itens de maior valor); negocie prazos com os fornecedores. Faça um planejamento para os próximos meses. Tenha um plano de ação prevendo ocorrências futuras e as possíveis alternativas para minimizar os impactos negativos, com foco na saúde dos colaboradores e clientes e na manutenção das atividades da empresa.

O Sebrae disponibiliza de forma gratuita alguns canais de atendimento com equipes para esclarecer todas as dúvidas e orientar os clientes. Nestes canais são oferecidas consultorias on-line em diversos temas da gestão, atendimentos e orientações a empreendedores e futuros empreendedores. Os canais de atendimento são pelo site www.sebraemg.com.br, a central de relacionamento, ligando para 0800 570 0800 e pelo Whatsapp: (31) 99822 8208.

Fiemg: Crise na indústria e a luz no final do túnel

A pandemia do novo coronavírus tem causado interrupções na produção industrial no Brasil. Em razão disso, a FIEMG elaborou um estudo para avaliar os impactos que podem existir na economia. O estudo aponta que Minas Gerais pode fechar o ano de 2020 com a perda de 2,02 milhões de empregos formais, considerando a paralisação quase total das atividades produtivas em um período de 30 dias, devido à pandemia do novo coronavírus. Já a projeção nacional mostra que 16,7 milhões de empregos formais tendem a ser perdidos em todo o país, considerando o mesmo período.

“O distanciamento social é uma medida eficaz para evitar a propagação do vírus, mas traz efeitos colaterais como a paralisação de diversas atividades econômicas, provocando de forma súbita choques de oferta e de demanda no Brasil e em Minas Gerai. É preciso manter o funcionamento parcial de atividades que são fundamentais para a sociedade”, explicou o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Rosco.

Apesar do negativo cenário econômico causado pela pandemia, a FIEMG atua para apoiar as indústrias mineiras e a sociedade em geral por meio de várias ações. O SENAI Modatec, especializado na formação de profissionais para o setor da moda, está confeccionando máscaras e jalecos descartáveis. Os materiais, produzidos por funcionários da unidade e ex-alunos contratados, serão direcionados a entidades e órgãos que estão na frente de combate ao Covid-19 no estado. A expectativa é que sejam confeccionados 200 mil máscaras e 6 mil aventais cirúrgicos. A produção será destinada à Secretaria Estadual de Saúde (SES), hospitais públicos e Polícia Militar.

Além da confecção de máscaras o SENAI e dez grandes indústrias se uniram para realizar a manutenção de respiradores mecânicos que estão sem uso, a fim de ajudar no tratamento de pacientes da COVID-19. A rede voluntária conta com 25 pontos para receber os equipamentos, dos quais dez são unidades do SENAI e 15 estão em plantas das seguintes empresas: ArcelorMittal, Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Ford, General Motors, Honda, Jaguar Land Rover, Renault, Scania, Toyota e Vale.

O Centro de Inovação e Tecnologia SENAI (CIT SENAI FIEMG) em parceria com o Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) produziu 200 litros de álcool em gel 70%, que foram entregues, no início de abril, ao hospital de campanha montado no Expominas, em Belo Horizonte. O produto, tão importante para evitar a transmissão do novo coronavírus, será usado pelos profissionais que atuarão na estrutura que vai receber pacientes com a COVID-19.

O Instituto Mário Penna vai abrir novos 60 leitos para atendimento exclusivo de pacientes da COVID-19 e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) é parceira nessa iniciativa. Por meio de mobilização empresarial promovida pela Federação, indústrias mineiras contribuirão com 50% dos custos, em um montante de aproximadamente R$ 4 milhões.

Fundação Dom Cabral apoia o

empreendedorismo popular

Um movimento gerado pela Fundação Dom Cabral conecta trabalhadores informais, microempreendedores individuais e empreendedores populares a uma rede de apoiadores, que podem oferecer o que eles necessitam nesse momento: acolhimento, oportunidade de acesso a recursos financeiros, redução na burocracia e capacitação. É o “EM: Frente” que surgiu para apoiar trabalhadores individuais e empreendedores populares e ajudá-los a atravessarem esse momento difícil e desafiador. Para participar basta acessar o site:

https://emfrente.fdc.org.br

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