SÁBADO, 16 DE NOV DE 2019
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NOTICIÁRIO - SOCIAIS
31 DE OUTUBRO DE 2019
Festa para um legado

No dia 26 de outubro, José Maria Alves estaria completando 100 anos. Mesmo após 21 anos da sua morte, familiares e contemporâneos prepararam uma bela festa para celebrar o legado deixado pelo ilustre sabarense. Foi um fim de semana especial no Centro Histórico. Na noite do sábado (26/10), uma missa em ação de graças pela memória de Zé Alves. Na manhã do domingo (27/10) foi de muita música e comemoração.

Como sempre fazia nos dias do aniversário de José Maria Alves, a banda Santa Cecília foi à casa do homenageado para comemorar. Desta vez, a família esperava os músicos para um café da manhã especial. Após isso, enquanto o cantor Neuber Silva se apresentava no coreto da Praça Santa Rita, a banda Santa Cecília enchia de alegria a rua José Maria Alves, em uma subida festiva até a praça, com dezenas de pessoas acompanhando com balões brancos à mão.

Na Praça Santa Rita, familiares prestaram algumas homenagens. O ex-vereador Rogério Alves discursou em nome dos familiares, destacando a importância do momento. “Não há quem tenha convivido com José Maria Alves e não tenha aprendido alguma coisa. Ele marcava de maneira positiva quem quer que seja. Eram raras as noites que ele não tinha um compromisso com alguma entidade a serviço do povo. Era reunião do Rotary, do Saci, Santa Casa, São Vicente de Paula, Banda, Siderúrgica, Farol, Clube Caça e Pesca, e por aí vai”.

Segundo José Celso Pyramo, trata-se de uma justa celebração pela memória de José Maria Alves. “O que ele representou para a comunidade sabarense é difícil sintetizar. Ele era uma pessoa universal em termos de capacidade de realização. Surpreendia o tanto que conseguia reunir, administrar e organizar entidades”.

Antônio Lessa conviveu com o homenageado e também deixou seu depoimento. “José Maria Alves foi um dos homens mais cultos e inteligentes que eu já conheci na minha vida e tive o prazer de ser amigo dele. Ele trabalhou por muitos anos na Belgo Mineira e naquela época ele me dizia que o ordenado estava um pouco baixo e por isso ele se inscreveu no concurso do Banco do Brasil. Ele passou em primeiro lugar e dada a perfeição da prova dele ele foi chamado imediatamente para tomar posse. Ele pediu demissão da Belgo, mas a empresa pagou o mesmo salário do banco para não perdê-lo. Ele também era um exímio taquígrafo e fazia a ata das reuniões da Belgo em uma perfeição absoluta. Ele inclusive fazia a tradução para o francês dessas atas e acompanhava os estrangeiros para mostrar a empresa e a cidade. Ele tinha uma inteligência rara”, diz Antônio Lessa.

Rua com novo nome

Outra homenagem foi a alteração do nome da até então rua Clemente Faria para rua José Maria Alves. O logradouro é um dos principais do Centro e um dos poucos de todo o município em que o homenageado não tinha qualquer ligação com Sabará.

Contemporâneos à época da abertura da rua afirmam que o nome foi escolhido apenas porque era o do fundador de um banco cuja agência seria implantada na esquina com a rua Comendador Viana.

Com a Lei Municipal 2449 de 25 de setembro de 2019, o prefeito Wander Borges, após aprovação do Câmara Municipal, sancionou a lei que altera o nome da rua. Anteriormente sem saída, hoje a rua é uma das principais ligações do Centro Histórico com o “asfalto” e José Maria Alves teve papel fundamental para isso, cedendo parte do seu terreno para a abertura da rua.

Presente na praça, o prefeito Wander Borges lembrou toda a dedicação do homenageado à comunidade sabarense. “É com grande alegria que relembramos o nosso amigo José Maria Alves, que prestou muitos serviços para a sociedade sabarense e fez uma caminhada memorável”.

José Maria Alves

Nascido em 26 de outubro de 1919, em Sabará, teve papel fundamental em grande parte da vida comunitária sabarense a partir da década de 40 até o fim dos anos 90, com destaque para diversos trabalhos nas áreas sociais, saúde, esportiva e cultural.

José Maria era um verdadeiro cavalheiro. Tratava a todos com cordialidade e evitava dizer a palavra "não" quando era solicitado. Bom orador, sempre era convocado para discursar nas solenidades, tendo também redigido dezenas de discursos para diversas autoridades municipais. Aconselhador, sua casa era frequentada por pessoas de diversos segmentos, do operário ao Juiz da Comarca.

Foi eleito vereador pelo PSD em 1950. Na eleição seguinte, candidatou-se a vice-prefeito, não conseguindo êxito. Nas eleições subsequentes, sempre era procurado para candidatar-se a prefeito, mas nunca quis abandonar o seu emprego na Belgo Mineira devido aos riscos do cargo político e ao compromisso com a família (esposa e 12 filhos).

Mas apesar de não desejar continuar na vida política, a vida pública voluntária sempre teve uma parcela significativa na vida de José Maria Alves. Ele foi presidente e secretário em quase todas as entidades que existiam em Sabará em sua época, como exemplo a Sociedade São Vicente de Paula, Conferência de São José da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Mesa Diretora da Santa Casa de Misericórdia, Sociedade Musical Santa Cecília (onde foi presidente por 12 anos e presidente de honra até o seu falecimento).

Foi também fundador do Rotary Club de Sabará, do Saci Clube de Serviço e do Clube Caça e Pesca de Sabará (aliás, seu hobby era a pesca). Foi diretor do Esporte Clube Siderúrgica e um dos primeiros sócios do Esporte Clube Farol, tendo assumido a presidência do mesmo em um período em que o clube estava para fechar as portas. Depois de muito trabalho com a sua equipe, conseguiram vencer a crise à época e manter a instituição.

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