SÁBADO, 16 DE NOV DE 2019
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NOTICIÁRIO - MEIO AMBIENTE
30 DE OUTUBRO DE 2019
Mineradora é flagrada explorando área embargada às margens do Rio das Velhas

O curso do Rio das Velhas está ameaçado por barragens, poluído e agora a exploração mineral traz mais danos. Entre Sabará, Nova Lima e Raposos uma área 28 hectares de cerrado de mata atlântica e mata de galeria foi desmatada por máquinas pesadas sem licenciamento. Mesmo embargada, a área é intensamente explorada pela Fleurs Global Mineração, que está situada próximo a estação da Cemig na estrada velha de Sabará - Nova Lima. Segundo informações a empresa tentou um licenciamento simplificado na SUPRAM e outro para captação de água nos afluentes do rio das Velhas no IGAM mas os dois foram indeferidos, e mesmo assim a empresa deu deu continuidade a implantação e estão operando a planta. A mineradora pretende dragar areia do leito do Rio das Velhas para minerar ouro e outros minerais, com a promessa de ajudar no desassoreamento do manancial durante o processo.

Entretanto, essas intervenções teriam carreado detritos diretamente para o afluente do Rio São Francisco. A mineradora tem intensos trabalhos na área margeada pelo Rio das Velhas. A área tinha uma vegetação nativa e em regeneração até 2017, mas que foi totalmente suprimida desde então, dando lugar a terraplanagens e estruturas minerárias.

De acordo com Marcus Vinícius Polignano, presidente do CBH-Rio das Velhas, em entrevista ao Jornal Estado de Minas, tem sido constado que o Rio das Velhas tem apresentado uma coloração bastante turva, problema que foi intensificado no inicio de março de 2019. Ele diz ainda que analistas ambientais do CBH realizaram uma visita ao local do empreendimento Fleurs Global Mineração e foi verificado in loco que a turbidez do Rio das Velhas se deve ao tributário que tem carreado muitos sedimentos para o rio.

Sabará

A mineradora alega que não está localizada nas terras de Sabará, porém a responsável pela secretaria Municipal de Meio Ambiente, Andrea Saraiva de Oliveira Godinho, afirma que essa informação não é verdadeira. “Após muita insistência visitamos o local. Esteve nos acompanhando durante a visita representantes das secretarias Municipal de Fazenda, Governo e do Legislativo, através do vereador Roberto do Bar. Pegamos os dados da empresa e ao averiguar sua situação verificamos que eles deram entrada no processo de licenciamento junto ao Estado, mas que ainda não foi concedido. Na verdade eles estão trabalhando ilegalmente. Todas as justificativas que a empresa deu não condizem com a realidade”, afirma Andrea Saraiva. Dessa forma, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente está analisando as medidas que serão tomadas, como notificação e multas. Pois também não solicitaram ainda a Licença de Operação Ambiental para o Município de Sabará. Resta saber se diante de tantas evidências as autoridades em nível estadual também vão atuar e fiscalizar para garantir a proteção do meio ambiente e a qualidade de vida dos sabarenses.

Em nota enviada ao jornal Estado de Minas no dia 17 de junho de 2019 a Fleurs Global Mineração informou que o projeto não será especificamente a exploração de ouro, mas que removerá diversos minerais a partir de rejeitos removidos do rio. Sobre o embargo, a empresa informa que “encontra-se com as instalações concluídas e em plena capacidade de operação, que somente não está acontecendo em respeito ao cumprimento do referido embargo e até que seja finalizada pela Semad a sua regularização, já solicitada por nós”.

A Folha de Sabará tentou por vários dias entrevista com os responsáveis pela empresa, mas não tivemos retorno.

Fonte: Informações retiradas do Jornal Estado de Minas

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