SÁBADO, 16 DE NOV DE 2019
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NOTICIÁRIO - MEIO AMBIENTE
30 DE OUTUBRO DE 2019
Caixas d’água abandonadas são transformadas em casinha de cachorro

O verão está chegando e nessa época do ano aumenta o risco de proliferação do mosquito Aedes Aegypti. Desde 2017 o amianto teve sua comercialização proibida no Brasil e muitas caixas d’água feitas desse material são descartadas de forma inadequada. Pensando em uma forma de reciclar essa material, os supervisores do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) Marcelo Paulo Rocha e Hudson Anacleto tiveram a ideia de transformar as caixas d’água velhas em casinhas de cachorro.

A partir daí toda equipe do CCZ se envolveu no trabalho e ajudou de alguma forma na confecção das casinhas, seja doando materiais, sugerindo ideias ou fazendo algum trabalho manual. As casinhas foram divulgadas nas redes sociais e a iniciativa foi parabenizada por vários sabarenses. Marcelo diz que nunca tinha feito nenhum trabalho desse tipo antes e que ficou satisfeito com o resultado e com o reconhecimento das pessoas.

“Achei bacana essa repercussão porque a gente quer fazer o melhor para agradar a população, como também para fazer o nosso trabalho bem feito. Esse é um trabalho em equipe e cada um do CCZ deixou o seu talento”, afirma Marcelo Paulo Rocha. É importante destacar que esse material de amianto acaba se tornando um dos principais focos de dengue e por isso esse trabalho se mostrou tão necessário.

O objetivo agora é fazer um levantamento dos locais que possuem cães abandonados nas regionais para fazer a entrega das casinhas. Esse trabalho vai ser importante também para monitorar esses animais, inclusive com exames de leishmaniose. Após essa etapa também serão feitas doações à população.

Marcelo diz que o maior objetivo da ação é ensinar para a população, porque ao invés de descartar esse material os próprios moradores podem fazer esse trabalho e assim dar uma destinação adequada às caixas d’água de amianto. Ele também deixa um recado aos sabarenses: “É preciso tratar melhor os animais porque eles têm sentimentos e precisam de carinho e cuidados”, diz.

A coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Taís Ferreira de Lourdes Carneiro, também faz um pedido. “A população precisa conscientizar que o papel do CCZ é fundamental, mas o principal é cada um cuidar da sua casa, observar o seu quintal e o seu cachorro. Estamos chegando ao período do verão quando o clima fica propicio para o Aedes Aegypti e é preciso que cada um faça a sua parte porque é impossível só a Zoonoses combater esse mosquito. Além disso, o dono precisa cuidar do animal de estimação levando ao veterinário porque muitas vezes passam essa responsabilidade para a gente. Nenhum trabalho nosso será eficaz se a população não colaborar”, finaliza Taís.

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