TERÇA-FEIRA, 25 DE SET DE 2018
Untitled Document
NOTICIÁRIO - CULTURA
17 DE JULHO DE 2018
Cine Bandeirante pronto para população

Após oito anos fechado, finalmente o Centro Cultural José Costa Sepúlveda, antigo Cine Bandeirante será inaugurado. O local passa a ser agora um espaço multimídia, se transformando em um cineteatro, podendo receber espetáculos de dança, música, teatro e claro, cinema.

O lançamento do projeto para completa reestruturação do cinema aconteceu em 19 de maio de 2012, de lá pra cá foram diversos os problemas que travaram a obra. Já em 2013 uma série de falhas na execução da obra e falta de planejamento atrasou o processo.

No ano de 2016, a obra inacabada, foi paralisada, sem estudo de projeto. Alguns pontos naquela obra precisam ser observados: o palco estava abaixo do nível de visão dos espectadores (58 cm, sendo o ideal 1m20cm), não havia camarim, equipamentos estavam equivocadamente instalados e outros problemas.

No ano de 2017, o prefeito Wander Borges firmou um acordo administrativo com a empresa Engelife, retomando as obras. Já no mês de outubro, o sistema de refrigeração foi instalado, contando com quatro aparelhos de ar condicionado. Na retomada da obra, outras adequações de iluminação cênica e sonorização também foram aplicadas. A última fase executada foi a parte do telhado, pintura e outros serviços. Portanto, o cinema conta agora, com dois camarins, rampa de acessibilidade ao palco, e a climatização adequada para o local.

Para o prefeito Wander Borges, a entrega do ex Cine Bandeirantes para a sociedade contribui para a formação de novos talentos e a consolidação de um compromisso firmado junto à sociedade.

História

O Cine Bandeirante surgiu como uma grande atração na cidade no final da década de 1950. Embora, já houvesse o Cine Borba Gato e o Cine São Francisco a população sabarense logo se empolgou com a grande novidade.

A partir da inauguração a vida social e cultural sabarense teve uma grande mudança. O Cine Bandeirante passou a ser um orgulho para a cidade. As sessões de domingo era o “point” da época, ali a juventude se encontrava, conheciam e começavam a famosa paquera, que passava pelo namoro, noivado e casamento. Foram muitos os casais que se formaram no escurinho do cinema.

Entre eles estão Neide Veridiana Margarida e João Margarida. O ano era 1966, era um domingo, o encontro aconteceu na porta do cinema, pouco antes de uma sessão, que passaria um filme de Mazzaropi, um fenômeno na época. Dona Neide diz que era a primeira vez que ela ia ao cinema. “Estava indo pela primeira vez ao cinema, ver um filme com as minhas irmãs. Percebi ele me olhando. Eu era muita tímida, mas despistava e olhava ele também”, lembra.

Dona Neide, hoje com 70 anos, conta que após a troca de olhares, João finalmente se aproximou e puxou conversa. “Ele chegou perto de mim e perguntou como eu me chamava, então eu respondi. Quis saber também se eu era solteira, então respondo que sim. Depois disse que tinha me achado muita bonita e que queria me conhecer, então entramos para ver o filme. Nós dois conversando durante o filme inteiro”, relembra sorrindo.

O cinema passou a ser um ponto de encontro para o novo casal. João era policial e o pai de Neide não permitia que suas filhas se relacionassem com policiais, logo os encontros tinham que ser às escondidas. Neide lembra que acompanhada de seu amor assistia a filmes românticos e aos filmes do Mazzaropi, mas também via os outros que passavam, o importante era ir ao cinema.

Como o pai não aceitava a relação, o casamento demorou. Foi preciso João largar a farda para oficializar o namoro com Neide. “Esperei o João sair da Polícia só assim poderia se casar comigo. Acontece que logo depois eu perdi meu pai, nos casamos e o João voltou para Polícia, onde permaneceu até a sua morte”, destaca.

O Cine Bandeirate fez parte da vida do casal durante todo o namoro, um dos filmes que mais se recorda é “Mazzaropi: um fofoqueiro no Céu”. Após o casamento, Neide conta que seu marido trabalhava muito e não sobrava tempo para o cinema, após um tempo ele foi transferido para outra cidade, então ficou impossível. Alguns anos depois, quando voltaram a Sabará o Cine Bandeirantes já não era mais a mesma coisa, passava poucos filmes e não tinha tanto glamour quanto antes.

Dona Neide lembra que o cinema era muito importante para a cidade, pois, segundo ela, antes não havia nada de interessante para nos jovens. “Não tinha nenhuma atração para a juventude de Sabará naquele tempo. A juventude da minha época aproveitou muito o Cine Bandeirante, pois todos se encontravam antes na praça e logo depois iam para o cinema. Lá era bom para namorar escondido da família. Era um ótimo programa de domingo, todo mudo se encontrava na praça para conversar e esperar o namoradinho da época”, conta sorrindo.

Senhor João Margarida e Dona Neide que começaram o romance no escurinho do cinema tiveram dois filhos e dois netos. Foram muitos anos de união, mas senhor João morreu ainda jovem, deixando saudades em sua eterna namorada. “Foram anos felizes, mas ele acabou falecendo muito novo e até hoje sinto sua falta” encerra dona Neide.

CULTURA
08 DE MARÇO DE 2018
Paixão pela literatura
27 DE ABRIL DE 2015
REGISTRO ÚNICO E INOVADOR
31 DE OUTUBRO DE 2017
Dez anos do Sarau de Sabará
05 DE MARÇO DE 2018
Carnaval da paz e da Alegria
05 DE MARÇO DE 2018
Paixão pela literatura
29 DE MARÇO DE 2018
Mensageiros da paz e da alegria
13 DE OUTUBRO DE 2017
Diário de uma Alma
13 DE OUTUBRO DE 2017
Entre duas Pátrias
27 DE JULHO DE 2018
A arte de bordar
26 DE DEZEMBRO DE 2017
Paixões de uma vida em livros
21 DE NOVEMBRO DE 2017
Poeta das imagens
05 DE MARÇO DE 2018
SIGA A FOLHA DE SABARÁ:
2015 © Todos os direitos reservados