TERÇA-FEIRA, 13 DE NOV DE 2018
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NOTICIÁRIO - SOCIAIS
17 DE JULHO DE 2018
“Professores são verdadeiros heróis”

A definição de heróis é do professor de história Marcus Freitas Castro que atua em sala de aula há 17 anos. A carreira de professor sempre foi um sonho, mas Marcus só foi realizá-lo após passar por outras profissões. “Eu gostava muito de história, tive um professor muito legal, mas acabei enveredando por outros caminhos. Entrei na faculdade só depois de casado com o incentivo da minha esposa”, diz.

Marcus conta que trabalhava com treinamento de máquinas pesadas em grandes empresas, mas nunca largou o sonho de ser professor de história de lado. Então aos 36 anos resolveu tentar vestibular, passou na UFMG para história e em quatro anos fez o curso.. Depois de formado fez um concurso para professor do estado e passou. “Larguei um treinamento na metade. Meu chefe ainda disse assim: ‘ Não acredito que você vai largar esse emprego para ser professor e ganhar uma miséria’, mas respondi: ‘É isso que eu quero’”.

O professor é de Belo Horizonte, mas optou em trabalhar no interior, começou por Nova Lima , em pouco tempo conseguiu uma vaga em Sabará, o que achou muito bom, pois já tinha comprado um terreno na cidade e pensou que aqui seria um ótimo lugar para criar suas duas filhas e ter uma vida mais tranquila com a família.

Desde então já são 12 anos como um “cidadão sabarense”. Aqui suas meninas tiveram uma infância melhor. “Elas adoravam brincar nas praças e, além disso, culturalmente aqui é um lugar muito rico. Aqui tem muitas atividades, bandas, congado artesanato e muitas festas. Desde que vim pra cá já aprendi muito sobre a história de Sabará. Gosto muito da cidade. E para as meninas que cresceram aqui foi muito bom”, ressalta.

Marcus dá aula na Escola Estadual Bilu Figueiredo, atualmente o professor leciona para alunos do ensino fundamental, entre 11 e 14 anos, mas já deu aula para o EJA (Educação de Jovens e Adultos) que por sinal foi onde viveu um dos momentos mais especiais na sua carreira. “Nesse tempo como professor o que mais me marcou foi ver a felicidade dos alunos do EJA na formatura. Eles ficam muito satisfeitos. Às vezes são pessoas bem idosas que conseguiram finalmente estudar. Isso é emocionante, muito bonito”, diz.

Quando o assunto é o reconhecimento em relação á profissão, Marcus diz que este reconhecimento vem através dos alunos. Seja de alguns em sala de aula, que fazem questão de participar e prestar atenção, ou daqueles que já se tornaram ex-alunos, mas sempre cumprimentam de uma forma carinhosa. “É muito legal encontrar com os ex-alunos nas ruas, ser cumprimentado e reconhecido por eles. Por Sabará ser uma cidade menor, principalmente a região central, é comum nos encontrarmos. Isso é muito bom“, destaca.

Por outro lado, ele diz que a sociedade não valoriza o professor como o profissional merece, por isso eles se encontram nessa situação. Para Marcus, o professor é um verdadeiro herói que passa por vários desafios no dia a dia, mas ainda consegue com muita dedicação e amor trazer a maioria dos alunos para eles, prender a atenção em sala de aula e ensinar.

Ele ressalta que atualmente os maiores desafios da profissão, além da incerteza do salário, são a falta de disciplina e a violência de alguns alunos “Muitos alunos não têm limite. Alguns professores são ameaçados e vários tem sofrido com problemas psíquicos. Como crise de ansiedade e pânico”, destaca.

Embora, a profissão apresente todos esses problemas Marcus se orgulha do que faz e sabe que através de seu trabalho tem contribuído para a construção de uma cidade melhor. “Trabalho na formação de pessoas mais conscientes, mais preocupadas com o que está acontecendo na administração da cidade e na vida pública do município”.

Pra finalizar, Marcus ressalta que em suas aulas não se aprende só história, mas também cidadania. “Ensino sobre direitos e deveres do cidadão, diferença entre racismo, preconceito e discriminação e quais são as leis que coíbem essas práticas. Os alunos gostam muito, percebo que muitos alunos, principalmente as meninas, têm muito orgulho de serem negras, valorizam essa questão. Isso é muito importante, contribui para mudanças”, afirma.

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