SEGUNDA-FEIRA, 22 DE OUT DE 2018
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NOTICIÁRIO - SAÚDE
24 DE ABRIL DE 2018
O combate à Dengue não pode parar

Embora já estejamos chegando no período de estiagem é importante que haja o trabalho de combate à Dengue durante todo ano, porque caso haja descuido, uma simples chuva já dá condição para proliferação do mosquito.

O último LIRa ( Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti )realizado pela Zoonoses apresentou uma redução de 50% de infestação do mosquito, o que é uma boa notícia, mas não significa que devemos descuidar. O LIRa anterior havia ficado em 6,8% o que quer dizer alto risco de infestação, o realizado nos primeiros dias de abril registrou 2,8%, caracterizado como médio risco.

Segundo a Secretaria de Saúde do município, os agentes de combate à endemias tem feito periódicas visitas as residências, fiscalizando e orientado os moradores quanto aos cuidados que devem ter. Os servidores fazem o trabalho de tratamento focal, que visa eliminar focos do mosquito, no qual as ações se resumem em tratar caixas d água, ralos, vistoria de calhas, piscinas, cisternas, todos os objetos que contenha água e que não possa ser tampados ou eliminados, são tratados com larvicida.

Em relação aos casos suspeitos de dengue a vigilância epidemiológica envia copia da notificação com endereço do paciente, mediante a cópia a equipe de agentes da Zoonoses entra com TPVE (Trabalho de prevenção vetorial espacial), que inclui mutirões de retiradas de possíveis focos, após esta ação é realizado o bloqueio de transmissão (aplicação de inseticida) com objetivo de eliminar o vetor adulto (mosquito).

Os chamados terrenos baldios ou lotes vagos são um grande problema para os agentes, já que por muitas vezes esses locais não merecem atenção dos donos e se tornam grandes criadouros de mosquitos. Nesses casos, os agentes dizem os que se encontram abertos são feitos vistorias, tratamentos e eliminação de focos. Os que se encontram fechados, é realizado um trabalho de investigação par descobrir os donos, então entra se em contato com o proprietário, o mesmo é notificado com prazo para a eliminação dos focos, caso o proprietário não faça a eliminação no prazo o caso e encaminhado a vigilância sanitária.

Um exemplo é o lote da Av. Serafim Mota Barros, próximo ao bosque, que é um perigo constante. Segundo fiscais da Zoonoses, o pedido para o departamento entrar em contato com os donos já foi feito, ele foi encontrado e há alguns meses foi realizado tratamento focal e eliminação de focos no local. Mas segundo testemunhas o lote continua precisando de limpeza, neste caso o setor de Zoonoses afirma que mediante a nova denúncia, novas ações no local serão priorizadas e ressaltou que notificação dos lotes vagos são atribuições da Secretaria do Meio Ambiente.

Outra forma de combate realizada pela Zoonoses, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, são mutirões de limpeza, que, além do lixo acumulado, recolhem materiais abandonados que podem servir como ambiente propício à propagação Aedes aegypti.

Números

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, até o dia 17 de abril deste ano foram registrados 105 casos de Dengue em Sabará. Houve dois casos de Zika e Chikungunya, porém não foram confirmados. Já em relação à Febre Amarela foram registrados 17 casos com dois óbitos.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde, apontam que até o dia 16 abril de 2018, Minas registrou 12.491 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de Dengue. Neste ano, até o momento, três óbitos foram confirmados pela doença e ainda há nove óbitos em investigação para dengue.

Em relação à Febre Chikungunya, Minas Gerais registrou 3.206 casos prováveis da doença. Não foi registrado, até o momento, óbito confirmado ou em investigação para chikungunya, em 2018. Já em relação à Zika, foram registrados 124 casos prováveis em 2018, até a data de atualização do boletim.

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