QUARTA-FEIRA, 18 DE JUL DE 2018
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NOTICIÁRIO - ESPORTES
04 DE ABRIL DE 2018
Siderúrgica tem novo presidente

Após muito impasse Clube elege nova diretoria

Há quase 90 anos o Siderúrgica foi fundado e nessas últimas nove décadas o Clube passou por muitos momentos de glória, sendo campeão mineiro por duas vezes (1937 e 1964), mas há muito o clube não tem trazido alegria ao sabarense. Apesar disso a instituição está de pé e pretende reformular sua estrutura, investindo futuramente no futebol de base.

No último dia 15 de março, Amilton das Neves Rosa foi eleito presidente do clube, tendo como vice-presidente Alexandre Sanches. Duas outras chapas participariam da eleição, mas foram impugnadas, pois estavam irregulares.

O novo presidente pretende investir nessas mudanças, antes, porém, ele diz que tem que tomar conhecimento de como está funcionando o clube. “Nós estamos em uma fase para refazer o Clube, não existe a possibilidade de formar um time por agora. Nós não temos essa pretensão. A intenção é ir galgando, treinando jogadores de base para poder estruturar, antes temos que reorganizar a parte administrativa. Não tem como fazer um time de um dia para o outro”, diz.

Amilton destaca que a principio sua intenção é fazer uma parceria com a Prefeitura para poder voltar a usar o espaço do Siderúrgica, onde hoje funciona a Secretaria Municipal de Esportes, a intenção é fazer com que o espaço seja utilizado tanto pelo clube quanto pelo município.

Um ano sem presidente

e muitos transtornos

Antes da eleição do dia 15 o clube estava sendo gerido por uma comissão, formada por associados durante uma reunião extraordinária, realizada em 22 de março de 2017. Foi preciso formar essa comissão, porque nem o antigo presidente, Gilberto Evangelista da Fonseca, e nem o presidente do Conselho Deliberativo, Valdir Natalício Pinto, convocaram uma assembleia para a realização de novas eleições, já que o mandato da diretoria e conselheiros terminaria no dia 23 de março daquele ano.

Segundo consta em ata, o presidente do clube a época, Gilberto Evangelista, estava na assembleia e disse que teria o direito de permanecer no cargo, segundo ele, havia sido prometido a prorrogação de seu mandato, mas outros sócios não concordaram e ressaltaram que o Estatuto do Clube veta a reeleição. Diante da situação, o presidente se negou a entregar o livro de registro de atas e outros documentos.

A situação ficou ainda mais complicada quando Gilberto Evangelista, já fora da presidência, convocou eleições para outubro de 2017. Na ocasião foram eleitos presidente e vice, respectivamente, Ademir Dias de Carvalho e Marconi Domingues. A assembleia contou com a participação de novos sócios e foi presidida por Carlos de Melo que se intitulou diretor de futebol do clube. Esta eleição não foi reconhecida pelo Cartório de Registro de Títulos e Documentos e Registro Civil das Pessoas Jurídicas. Por isso, até a eleição ocorrida no dia 15 de março, o clube estava sendo dirigido por uma comissão.

Mesmo havendo uma comissão para administrar, a diretoria eleita sem reconhecimento jurídico se achava no direito de comandar o clube. O presidente Ademir se afastou do cargo e Carlos de Melo assumiu o controle, vendendo inclusive cota para futuros associados e produtos como camisas e bolsas do time, através das redes sociais.

Em relação a esta questão a nova presidência, está negociando a devolução do livro de atas, documentos e peças do acervo do clube que se encontram em parte com o ex-presidente Gilberto e o livro de atas com Carlos de Melo, caso não haja uma negociação, a situação deverá ser resolvida com uma ação judicial.

A nova diretoria eleita legalmente ressalta que a pessoa em questão não representa o Clube Siderúrgica em hipótese alguma.

Denúncias

De acordo com Luiz Latino Bolero, presidente da Liga de Sabará e membro do Conselho Deliberativo do Siderúrgica, o sonho de disputar o Campeonato Mineiro novamente abre porta para muitos aproveitadores se infiltrarem no clube com a promessa de levar o Siderúrgica ao cume dos divisões profissionais.

Segundo ele, essas pessoas usaram o nome do time para fazer contratos com atletas, alugaram imóveis, fizeram despesas com cantinas e comércios locais e não pagaram. Além disso, foram capazes de captar atletas que sonham em ser profissionais e induziram familiares a investirem entre R$ 2,5 a R$ 3 mil, para promovê-lo ao futebol profissional. Ainda de acordo com Bolero, o custo dessa profissionalização fica em torno de apenas R$ 300 e R$ 400.

O presidente da Liga diz ainda que durante a gestão de Gilberto o Siderúrgica participou por duas vezes da Série C do Campeonato Mineiro, a participação trouxe um prejuízo de mais de R$ 100 mil para o clube em dívidas trabalhistas, já que os atletas não foram pagos como o combinado. Além disso, mostrou uma participação pífia no campeonato, pois o time não tinha a mínima estrutura para treinar os atletas.

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