SÁBADO, 25 DE MAI DE 2019
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NOTICIÁRIO - GERAIS
08 DE MARÇO DE 2018
Estatísticas de Gênero: Indicadores sociais das mulheres no Brasil

MG é o 8º estado com a menor representatividade feminina no Congresso Nacional

MG é o 5º estado com a menor taxa de fecundidade adolescente do país

O Dia Internacional da Mulher (8 de março) traz a oportunidade de aprofundar as reflexões sobre o papel atual e esperado das mulheres na sociedade; as desigualdades persistentes entre homens e mulheres em suas distintas dimensões de análise; e o exercício de direitos e equalização de oportunidades, independentemente do sexo. Enquanto responsável pelas estatísticas oficiais brasileiras, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a divulgação do estudo Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, reforça a importância da produção de indicadores de gênero com um duplo objetivo: enriquecer o debate, proporcionando informações destacadas sobre o tema, e corroborar a importância de se manter uma agenda pública permanente, que coloque a igualdade de gênero como um dos eixos estruturantes da formulação de políticas públicas no País.

A publicação traz um conjunto de informações sobre as condições de vida das brasileiras com base em recomendações da ONU de harmonização e comparabilidade internacional. A partir de um Conjunto Mínimo de Indicadores de Gênero (CMIG), proposto pela Organização de Estatística das Nações Unidas, o IBGE compilou informações de diversas pesquisas como Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), Pnad-C (Contínua) e PNS (Pesquisa Nacional de Saúde), junto a dados de fontes externas como Ministério da Saúde, Congresso Nacional e Inep/MEC, para apresentar indicadores agrupados em cinco temas: estruturas econômicas e acesso a recursos; educação; saúde e serviços relacionados; vida pública e tomada de decisões; e direitos humanos de mulheres e crianças.

Além do material divulgado nacionalmente, destacam-se cinco indicadores com dados para Minas Gerais: proporção de mulheres entre docente do ensino superior; proporção de cadeiras ocupadas por mulheres em exercício e proporção de mulheres entre os parlamentares eleitos para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal; proporção de policiais mulheres e a taxa específica de fecundidade de mulheres de 15 a 19 anos.

Confira os destaques:

Minas Gerais é o quinto estado com a menor proporção de mulheres docentes no ensino superior em relação aos homens (44,1%). Apenas em três Unidades da Federação (Mato Grosso do Sul, Bahia e Piauí) há uma maior proporção de mulheres. Esse indicador exemplifica o já mostrado nacionalmente pelos demais indicadores, cuja tendência é de aumento da escolaridade das mulheres em relação aos homens, embora a estrutura ocupacional de homens e mulheres permaneça bastante desigual. Ou seja, mesmo as mulheres tendo uma escolaridade mais alta, ainda assim isso não se reflete no mercado de trabalho.

Essa desigualdade é ainda mais expressiva na representatividade política. Minas Gerais é o oitavo estado com a menor representatividade das mulheres nas cadeiras da Câmara do Deputados e Senado Federal (8,9%) em exercício em 2017, sendo que não há nenhuma mulher representando Minas Gerais no Senado. Esse cenário é o mesmo quando se analisa as eleitas tanto em 2010 quanto em 2014.

Na segurança pública, há também sub-representação feminina, apesar das recomendações internacionais de maior inserção das mulheres na vida pública, especialmente para fortalecer as medidas de assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar. Em 2014, Minas Gerais tinha 11,2% do efetivo das Polícias Militar e Civil composto por mulheres. O estado ocupa a oitava posição entre os estados com a menor participação das mulheres.

Um indicador que permite monitorar a proteção da infância, da adolescência e da juventude das mulheres é a taxa de fecundidade adolescente. Em Minas Gerais, essa taxa era de 44,7 nascimentos a cada 1.000 mulheres de 15 a 19 anos de idade em 2016 e tem apresentado queda sistemática desde 2011, quando era 50,7. Minas Gerais é o quinto estado com a menor taxa de fecundidade adolescente do país.

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