SEGUNDA-FEIRA, 16 DE JUL DE 2018
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NOTICIÁRIO - MEIO AMBIENTE
05 DE MARÇO DE 2018
Possíveis minas abandonadas no Morada da Serra podem virar pontos turísticos

Sabará tem mais de 300 anos de história e toda ela é permeada pelo ouro, que tinha em abundância nessas terras e ainda pode ser encontrado. Sendo uma cidade que fez parte do famoso Ciclo do Ouro que povoou nossas Minas Gerais é comum que ainda encontremos muito resquícios dos tempos da forte exploração. Entre as marcas da exploração estão as várias minas abertas pelos exploradores. Há noticias que existem muitas espalhadas na cidade.Entre elas, existe uma na avenida Serra da Piedade, bairro Morada da Serra. Bem, na verdade não se sabe se o lugar foi mesmo uma mina, mas pelo menos é o que todos dizem.

Tentando desvendar tal curiosidade e pensando em preservar o lugar, o taxista Jair Clemente, morador do bairro e integrante do Conselho de Turismo do município, passou a desenvolver um trabalho não só com a intenção de preservar, mas também de explorar com o turismo. Ele conta que a mina estava sendo usada para jogar animais mortos, lixo e até servindo de esconderijo para assaltantes que se abrigavam ali para surpreender os pedestres que passavam na rua. “Eles ficavam dentro da mina e quando os meninos passavam voltando da escola os surpreendiam para roubar os celulares”. Logo, sua primeira ação foi colocar um portão de grade na entrada, com objetivo de proteger o lugar. Além disso, solicitou à Secretaria de Meio Ambiente a limpeza no entorno do local.

Moradores do bairro aprovaram a iniciativa. Márcio Duarte, antigo morador, diz que a ideia é muita boa e que a limpeza e a instalação da grade na entrada do lugar já contribuíram para a melhoria da região, deixando a área mais bonita e principalmente mais segura.

Para que a mina possa virar um ponto de visitação, Jair solicitou aos Bombeiros uma vistoria no local, certificando a segurança. A vistoria foi realizada na quarta-feira, 28, os bombeiros certificaram que o local é seguro, mas não é tão extenso como muitos imaginavam. De acordo com os bombeiros, o local tem cerca de 12 metros de extensão, está bem conservado e não há infiltração de água, logo está bem seguro.

Mas rua não apresenta só esta mina. A poucos metros, outra abertura na rocha também intriga a comunidade. Os bombeiros também a vistoriaram e essa trouxe mais novidades. Apesar de estar com muito lixo e menos cuidada a mina é mais extensa, tem cerca de 20 metros e ainda tem um salão pequeno que pode comportar até quatro pessoas, e, de acordo com os bombeiros, tem mais de 2 metros de altura. Eles disseram também que existe uma abertura que pode levar a outro lugar, mas é muito estreito e de difícil acesso, por isso não se aprofundaram.

Jair pretende solicitar a vistoria de outros profissionais como engenheiros, geólogos e especialistas em caverna, para que possam realizar um estudo mais aprofundado e ainda historiadores para saber mais sobre as minas. “Nós pretendemos levantar a história dessas minas e através delas mostrar para as pessoas como era explorado o ouro nos primórdios da mineração”, explica.

Durante a visita estavam presentes o secretário de Meio Ambiente, Richardson Silva, o presidente do Conselho de Turismo, Luiz Henrique Munaier e o vice-presidente, Sérgio Rocha que também estão empenhados em estudar o local e transformá-lo em mais um ponto turístico da cidade. Segundo Luiz Henrique, o objetivo do Conselho é trabalhar com a comunidade local, para que os próprios moradores ajudem na preservação e se tornem guias turísticos, narrando a história das minas.

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