SEXTA-FEIRA, 23 DE FEV DE 2018
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NOTICIÁRIO - MEIO AMBIENTE
08 DE FEVEREIRO DE 2018
Vem aí a Febre Amarela! De novo?

Os arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes hematófagos ( insetos que se alimentam de sangue) de um hospedeiro vertebrado para outro. O vetor adquire infecção por toda a vida pela ingestão de sangue de um vertebrado virêmico. Os vírus multiplicam-se nos tecidos artrópodes, sem qualquer sinal de doença ou lesão.

Por aqui, o bendito mosquitinho não tem dado trégua. Esta semana dados oficiais divulgados pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais apontam que, só no primeiro mês deste ano, foram registrados 2221 casos de Dengue, 496 de Chikungunya e 17 de Zica Virus. São todas doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti, vale ressaltar que dessas três, “somente” a dengue é letal, as outras têm efeito duradouro e até incapacitante. Renomados institutos nacionais de pesquisas em arboviroses humanas (Instituto Oswaldo Cruz, Instituto Evandro Chagas, Instituto Ezequiel Dias...) investiram somas altíssimas em pesquisa na busca de conhecer a disseminação destes vírus das áreas.

Em janeiro de 2017 quando a Febre Amarela sinalizava que estava chegando “para ficar”, acusamos a vacina de ser a possível causadora dos casos da doença, ao invés de investir na prevenção e no controle dos mosquitos. O último caso de Febre Amarela transmitida pelo Aedes foi em 1940, mas a presença de macacos positivos nas áreas urbanas, onde o Aedes está presente, traz a hipótese deste mosquito se infectar nos macacos e infectar os humanos.

E agora? O que vamos fazer? Em janeiro de 2017 tínhamos oito mortes por Febre Amarela em Minas Gerais, em janeiro deste ano foram 36 e novos casos estão sendo revelados. Se tivéssemos tomado as providências cabíveis em 2017, estaríamos contando outra história, os nossos pesquisadores assistiriam à eficácia das pesquisas, as vidas seriam poupadas, o conhecimento valorizado e o sofrimento humano amenizado. Mas esta doença febril, aguda e transmitida por mosquitos, que ocorre somente na América do Sul e na África, está desafiando as autoridades brasileiras e Minas Gerais é um dos estados que apresenta o maior número de casos.

Vamos tomar a vacina, uma dose completa é o bastante, vamos eliminar os focos onde possam se multiplicar os mosquitos transmissores. Caso tenhamos que passar por locais onde tenha os mosquitos transmissores e a doença, Febre Amarela, façamos a vacinação, pelo menos dez dias antes e façamos uso de repelente, de modo a evitar o ataque dos mosquitos e as doenças transmitidas por eles.

Professor Arinos Viana- Titular de Microbiologia da Faculdade de Ciências Médicas

MEIO AMBIENTE
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