SEGUNDA-FEIRA, 28 DE MAI DE 2018
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NOTICIÁRIO - ECONOMIA
08 DE FEVEREIRO DE 2018
Bancos da cidade ignoram lei dos 15 minutos

Comunidade enfrenta até duas horas de espera para fazer um simples depósito

Praticamente todas as vezes que temos que resolver algum problema em um banco, já contamos com um bom tempo de espera. Embora, a tecnologia tenha nos ajudado, alguns tipos de prestação de serviço, ainda exigem uma boa dose de paciência.

Para que essa espera não fosse tão demorada, já foi criada até uma lei, mas é difícil encontrarmos uma agência bancária que a respeite ou que consiga cumpri-la. Uma lei estadual garante que os clientes devem ser atendidos em no máximo 15 minutos, mas aqui em Sabará, isso é raro, principalmente em determinados dias do mês.

No dia 31 de janeiro fomos à agência da Caixa Econômica Federal de Sabará, o banco estava muito cheio, inclusive os caixas eletrônicos, tanto que apenas para a retirada da senha gastamos quinze minutos, já que a fila também era grande.

Já no Banco do Brasil, onde fomos no mesmo dia, o atendimento no caixa foi rápido, não ultrapassando 5 minutos, já o atendimento voltado para abertura de contas, crédito e outros serviços levou 45 minutos, na maior parte do período em que ficamos no banco entre 14h39 e 15h25 havia apenas dois atendentes nesse setor.

Conversamos com algumas pessoas nas filas que nos relataram que é quase impossível ser atendido em apenas 15 minutos, mas algumas vezes acontece. Por isso, a maioria das pessoas opta pelos serviços online ou dos caixas eletrônicos o que ajuda a reduzir o fluxo de clientes nos bancos, mas mesmo com essa redução de clientes, os bancos estão sempre cheios.

Já no dia 1º de fevereiro, a Folha esteve no Bradesco. Chegamos ao local às 10h40, ou seja, faltando 20 minutos para a abertura, a fila já era grande, as pessoas estavam para resolver problemas variados, mas a maioria esperava para receber a aposentadoria, como o senhor José Elísio Alves, 76, que diz que todos os meses é essa peleja. “Acho que deveríamos receber a partir das 10h, como era antes, agora mudou o horário para às 11h, igual a todos, então ficamos em um situação complicada. Eu já sou idoso, doente e fico aqui mofando na fila”, diz. Ele conta que depois que pega a senha a espera é em média de 15 minutos, mas como está sempre muito cheio, o melhor é chegar antes do horário. O aposentado afirma ainda que tem a opção de retirar o salário no caixa eletrônico, mas como tem um valor estipulado prefere pegar no caixa tradicional.

O também aposentado, Pedro Nunes, 66, diz que é impossível sair do banco em menos de 15 minutos, para ele o grande problema é que muitas vezes fica o mesmo caixa para aposentados e outras pessoas, porque tem poucos caixas no atendimento, por isso a demora é muita. “Já cheguei a ficar aqui por mais de uma hora para receber meu pagamento. Só sei que aqui é assim, nada funciona”, reclama.

Além de todos os problemas encontrados, as agências bancárias de Sabará só abrem às 11h da manhã, os funcionários ainda fazem horário de almoço e a comunidade fica prejudicada com atendimento de má qualidade. Ainda tem os caixas eletrônicos que sempre estão fora do “ar” ou em manutenção e não conseguem atender a demanda do município.

Entramos em contato com o Sindicato dos Bancos de Minas Gerais questionando a demora no atendimento e ainda o porquê das agências bancárias abrirem apenas a partir das 11h, mas até o fechamento dessa edição o Sindicato não nos respondeu.

A Folha espera que na volta do recesso dos nossos representantes do legislativo juntamente com o executivo que seja tomada providências em relação a esta situação, solicitando a quem for, a obrigatoriedade da abertura dos bancos mais cedo ou fechamento deles mais tarde. O que não pode é ficar do jeito que está!

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