QUARTA-FEIRA, 14 DE NOV DE 2018
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NOTICIÁRIO - GERAIS
02 DE JANEIRO DE 2018
Dr. Ernesto: movido por uma paixão sem remédio

Ser médico. Está aí uma belíssima profissão. É muita dedicação, entrega e doação, O médico é aquele que ameniza a dor, descobre soluções e salva vidas. Para exercer uma profissão tão valorizada é preciso, antes de qualquer coisa, ter amor, senão, não há sentido.

É com esse sentimento que Dr. Ernesto Lima de Assis, clínico, anestesista e cardiologistas, 66 anos e 37 desses dedicados à medicina, tem guiado a sua vida e exercido a sua profissão de forma brilhante.

Formado em 1980 na Faculdade de Juiz de Fora, Dr. Ernesto exerceu seus primeiros anos de profissão em Lagoa Santa como médico da Força Aérea, após esse período tentou ir para São Paulo, mas não deu certo. Casado com a sabarense Maristela da Piedade Ferreira Pinto , há cerca de 40 anos, resolveu então fixar residência em Sabará e dedicar inteiramente à cidade.

Em 1988 entrou para a Santa Casa e de lá nunca mais saiu. É na instituição quase centenária que encontramos este senhor que dedicou os últimos 29 anos de sua vida ao povo sabarense. No hospital já trabalhou na administração, foi diretor e vice-provedor, mas atualmente está como um “simples médico”, como ele mesmo se define.

Sabemos que de simples, a medicina não tem nada, pelo contrário, exige total dedicação e muito amor. “Dediquei meus últimos 37 anos à medicina, sempre estive a disposição dos meus pacientes e ainda continuo a disposição todos os dias. É muita dedicação, foram várias horas por dia e muitos plantões, infelizmente pagamos um preço alto, pois ficamos ausentes e a família acaba sofrendo muito”, diz.

Mas para Dr. Ernesto, todo o sacrifício vale à pena. “A recompensa é fazer o bem. Estamos fazendo algo de bom para o outro, isso é muito compensador”, ressalta.

Ele diz que muitas vezes o médico é uma pessoa solitária e que por mais conhecimento que tenha, sempre existe uma dúvida, tem horas que a gente não sabe o que fazer. “Sempre trago este pensamento comigo, que ouvi do médico anestesista Geraldo Alckimim (atual governado de São Paulo) ‘Quando você não sabe o que fazer, faça alguma coisa. Você vai errar menos’. Então sempre fazemos algo para salvar”.

Em relação à Santa Casa, o médico diz que tem muitas histórias para contar. “se eu fosse escritor, escreveria um livro: ‘ Se as paredes da Santa Casa falassem’, porque tem muita história, aqui já ri e já chorei muito”. Os sorrisos se devem em fazer bem aos doentes e as lágrimas vieram após tentar e infelizmente não conseguir, “tem doente que balança a gente, você sente, não tem como”, fala.

Ele destaca que nunca pode se perder a relação entre o médico e o paciente, isso é o mais importante “você não pode ter preguiça de conversar. Você tem que dá atenção ao paciente e à família. Eu sempre tive em minha mente que eu tenho que conversar, seja o que for, a hora que for”, diz.

Doutor Ernesto já se aposentou, mas não larga seus pacientes, todos os dias está na Santa Casa. “Tenho muita responsabilidade com os doentes, tenho que vir todos os dias. Além disso, tem as consultas também”, fala. O médico é responsável pelos pacientes internados e também faz consultas na Santa Casa. Além disso, atende em uma clínica em Belo Horizonte.

Até pouco tempo atrás, ele também atendia em casa e tinha um grande prazer nessa função, mas segundo ele, atualmente está mais complicado fazer visitas domiciliares. “Hoje não dá para fazer, não existe tanta demanda e o custo é mais alto para os pacientes”, conta.

Ele diz que a medicina é uma paixão sem remédio. “Você reclama, mas está todos os dias no hospital. Para mim é um casamento mal feito, pois o que eu dei para a medicina, ela não me dará de volta”, ressalta.

Apesar de se mostrar, talvez um pouco decepcionado com a profissão, afirma que após tantos anos a paixão ainda continua. “A medicina é o que eu sei fazer, é que eu gosto, fiz a escolha certa não serviria para fazer outras coisas. Já estou aposentado, mas não consigo parar. Enquanto eu sentir que estou fazendo o bem eu continuo”, conclui com os olhos cheios de lágrimas.

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