SEXTA-FEIRA, 15 DE DEZ DE 2017
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NOTICIÁRIO - SOCIAIS
06 DE DEZEMBRO DE 2017
Pais batalham para comprar prótese esquelética para filho

Após um câncer na altura da bacia, chamado Osteosarcoma, Marlon Augusto dos Santos até então com 16 anos foi obrigado a amputar sua perna direita e hoje seus pais, Ana Paula dos Santos e Marcelo Santos, fazem campanha na internet para a compra de uma prótese esquelética de quase R$ 140 mil.

Mas a luta do jovem Marlon é antiga e começou antes mesmo de seu nascimento. A dona de casa Ana Paula estava grávida de quatro meses quando descobriu que seu filho iria nascer com malformação craniana, após o nascimento observou-se que a criança tinha meningomielo encefalocele ocupto cervical ou mielomeningocele, uma malformação congênita da coluna vertebral da criança em que as meninges, a medula e as raízes nervosas estão expostas. A condição afeta a coordenação motora, o desenvolvimento da aprendizagem, podendo gerar convulsões e problemas na visão.

O garoto foi operado com apenas um dia de nascido, ficou alguns dias no hospital e depois foi liberado, sua luta e a de seus pais só estava começando. Com poucos meses, Marlon já estava na fisioterapia, fez por um bom tempo até ser liberado, mas só conseguiu dar seus primeiros passos aos três anos; chegando a idade escolar os pais tentaram colocá-lo em uma escola regular, mas não tiveram sucesso. Segundo Ana Paula, os profissionais não estavam capacitados para atende crianças na situação de Marlon.

Em 2008, quando Marlon estava com oito anos, ele entrou na APAE, onde teve todo o apoio necessário. Lá voltou a fazer fisioterapia, passou a ter atendimento psicológico e entrou para a sala de aula. Devido à mielomeningocele Marlon ainda não conseguiu aprender a ler e escrever, mas a mãe diz que o filho tem uma memória incrível e consegue guardar muitas informações. “Ele é minha agenda e me lembra de vários compromissos”, conta. O problema também afetou sua visão, o garoto não tem uma visão espacial, apenas focada.

Novo período

de luta

Após tanto tempo de fisioterapia e desenvolvimento avançado para sua situação, o garoto passou a participar do programa Segundo Tempo, onde ele fazia aulas de natação e vôlei, foi nessa época que as dores na perna surgiram.

Foi ao médico e a princípio nada foi diagnosticado, seria apenas uma dor muscular. A dor persistiu e Marlon voltou ao hospital foi quando fizeram uma ressonância e constatou-se um tumor. Em poucos dias fez a biopsia e o resultado apontou um câncer.

O tratamento começou rápido, em poucos dias Marlon já estava fazendo quimioterapia. Foi quase um mês de internação. Quando concluiu os dois ciclos um novo exame foi feito e constatou que o tumor estava maior. A solução seria uma cirurgia. A possibilidade de amputação era alta, pois o tumor estava na bacia e havia grande possibilidade de se espalhar por órgãos vitais.

Ana Paula conta que pediu para que os médicos fizessem de tudo para não amputar a perna. “Eu falei com ele: ‘Doutor esse menino foi andar aos três anos, fez fisioterapia por anos, imagina ele sem perna”’. Os médicos disseram que iriam tentar.

Após cinco horas de cirurgia, os médicos chamaram os pais e disseram; “Nós estamos perdendo o Marlon, a pressão está a cinco. O que vocês querem, que eu tente salvar a perna dele ou que eu salve ele?”. Os pais optaram pela a vida do filho. “Eu quero meu filho aqui com perna ou sem perna”, disse Marcelo, pai de Marlon.

Após a cirurgia, a luta ainda foi muita. Foram oito dias em coma, vários dias no CTI e uma infecção fez com que ele ficasse três meses no hospital. Durante este tempo, Marlon passou ainda pela difícil aceitação da perda da perna. Ana Paula conta que logo que voltaram para casa foi necessário colocá-lo em um tratamento psicológico o que ajudou muito no processo de aceitação. “Graças a Deus hoje ele não reclama mais a falta da perna e voltou a ser alegre como sempre. Está super empolgado com a ideia da prótese”, conta. Além disso, Marlon voltou para a APAE o que tem ajudado muito.

A possibilidade da prótese trouxe muita alegria para Marlon, mas o alto valor do aparelho, R$ 139.900,00 (cento e trinta e nove mil e novecentos reais) está sendo um empecilho para os pais realizarem o sonho de seu filho.

A mãe explica que nesse valor está incluso não só a prótese, mas também o tratamento de adaptação e reabilitação que será demorado. De acordo com o relatório apresentado pelo Instituto de Prótese e Órtese, responsável pelo processo, devido ao alto nível de amputação, associado à sua condição física e clínica de padrão neurológico, o processo de protetização para um nível elevado de amputação não é um caso fácil e de resposta imediata, exigindo uma prótese de qualidade e um processo de reabilitação longo.

Os pais estão confiantes que alcançarão este valor, mesmo sendo algo muito difícil e estão preparados para mais uma luta com o filho na reabilitação.

Doação

Para quem quiser contribuir basta depositar qualquer valor na conta de Ana Paula dos Santos (mãe de Marlon).

Conta: 00035.266-6

OP: 013

Agência: 1742

Caixa Econômica Federal

Ana Paula diz que se a pessoa quiser fazer uma transferência, basta entrar em contato com ela pelo telefone: 98568 2818

Unidos pelo Marlon

No dia 16 de dezembro será realizada a Festa Unidos pelo Marlon que tem como objetivo angariar fundos para a compra da prótese.

O evento acontecerá na Espeteria Barril no Centro Histórico de Sabará com entrada no valor de R$ 10. Todo o dinheiro será revertido para a família de Marlon.

As atrações confirmadas no evento até o momento são o DJ Cleyper e a banda Sapochen, ainda está sendo aguardada a confirmação do Samba D’ Black e Lucas Pena.

Os apoiadores terão suas marcas divulgadas junto à publicidade do evento que será feita através das redes sociais.

Também com o intuito de contribuir o proprietário do Assadão do Onir que vende frango assado no bairro Siderúrgica, irá fazer uma promoção nos dias 8, 9 e 10 de dezembro, doando todo a renda arrecadada, durante esses dias, com a venda dos frangos para a família de Marlon.

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