SÁBADO, 15 DE DEZ DE 2018
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NOTICIÁRIO - CALENDÁRIOS E EVENTOS
31 DE OUTUBRO DE 2017
Sabará é a primeira a receber sistema completo de prevenção da AngloGold

Na última semana moradores do bairro Pompéu participaram de treinamento sobre procedimento de segurança

Após o acidente com a barragem de Fundão da Mineradora Samarco ocorrida em 5 de novembro de 2015 no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, todas as pessoas que moram próximas à localidades que existem barragens ficaram receosas. Em Pompéu não foi diferente, por isso desde então a AngloGold tem feito reuniões com a comunidade procurando tranquilizar os moradores e mostrando que a barragem que existe no local é extremamente segura, não havendo risco de rompimento.

Embora exista segurança na barragem e obedecendo ao que é exigido pela Lei de Segurança de Barragem 12.334/10 e a Portaria 70389/17, estabelecidas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), do Ministério de Minas e Energia, a empresa tem investido na implementação completa do Plano de Atendimento a Emergência de Barragens com o objetivo de evitar que uma tragédia como a de Mariana aconteça no Pompéu.

A empresa tem implantado o plano de segurança em todas suas minas, mas Sabará é a cidade onde o plano está mais avançado, já estando na fase de treinamento, que foi o que aconteceu na última semana.

Vale lembrar que no caso de Mariana se os moradores tivessem orientados sobre como agir nessas situações, muitas mortes poderiam ter sido evitadas.

No dia 19 de outubro, os moradores do Pompeú tiveram uma manhã de aprendizado sobre como agir em caso de acidentes de barragem. Eles participaram do Simulado de Emergência de Barragem, realizado pela AngloGold Ashanti e Defesa Civil. A ação também teve apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e outros órgãos governamentais.

Às 10 horas da manhã as sirenes soaram o alarme de emergência e o aviso de voz noticiou o início do Simulado de Emergência. Os moradores da região, que já tinham sido preparados em treinamentos durante a semana, atenderam ao chamado e se dirigiram a um dos sete pontos de encontro espalhados pela comunidade. O tempo máximo de distância entre as residências e os sete pontos de encontro foi de 15 minutos.

Durante o simulado, brigadistas e empregados da AngloGold Ashanti e representantes da Defesa Civil acompanharam todos os procedimentos e orientaram os moradores no decorrer do percurso até ao ponto de encontro mais próximo.

O ponto 6, conhecido como Rancho da Cultura, foi o destino de alunos e funcionários da escola Municipal Professora Rosalina Alves Nogueira. O estudante Jonatas de Assis, de 12 anos, foi um dos alunos presentes. Já no ponto de encontro, o menino não escondeu sua satisfação em fazer parte da ação. “Achei muito importante e gostei de ter participado”, contou Jonatas que demorou quatro minutos em seu trajeto. Criado na comunidade de Pompéu, Marco Antônio Vaz, de 42 anos, ressaltou a importância do treinamento e a eficiência dos equipamentos de aviso de emergência. “A sirene foi bem alta, deu para vir até ao ponto de encontro de forma tranquila”, afirmou Marco que garantiu sentir-se seguro com o procedimento.

Ao todo, 260 moradores da região estiveram presentes no simulado. Para um primeiro simulado, o número é considerado excelente. Amarildo Fernandes, especialista em barragens da empresa, acredita que o dia foi de aprendizado para empresa e comunidade e destacou a participação efetiva dos moradores. “Este foi o primeiro exercício e a adesão da comunidade foi muito importante para nós. Com base nos aprendizados, podemos aprimorar ainda mais nosso sistema e processos de emergência”, afirmou Amarildo.

Plano de Atendimento a Emergência de Barragens

A ação de simulado de emergência faz parte do Plano de Atendimento a Emergência de Barragens (PAEBM) estabelecido pela Política Nacional de Segurança de Barragens criada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério de Minas e Energia. O plano busca garantir a segurança de todos em regiões próximas às barragens de rejeitos. Ao longo do segundo trimestre de 2017, a AlgolGold Ashanti contratou um fornecedor dos Estados Unidos que esteve à frente do processo de instalação de sistema de notificação sonoro, luminoso e de avisos de orientação (sirenes) em caso de uma situação de emergência.

Já em julho, foi realizado o simulado interno de emergência com empregados e prestadores de serviço da unidade. Um mês depois, foi a vez do teste dos equipamentos de sinalização sonora e visual ser executado para a análise da eficiência e abrangência dessa sinalização na comunidade. A etapa seguinte foi justamente o simulado de emergência de barragens em conjunto com a comunidade de Pompéu. Em caso de dúvidas, a população pode utilizar o canal gratuito de atendimento da AngloGold Ashanti: 0800 72 71 500. A empresa está sempre aberta ao diálogo e se coloca à disposição da comunidade para quaisquer esclarecimentos.

Comunidade fala sobre as ações que estão sendo implantadas

Há quase dois anos representantes da AngloGold Ashanti tem reunido com a comunidade do Pompéu para a elaboração e implantação do Plano de Atendimento a Emergência de Barragens.Segundo os moradores, a implantação dessas ações traz mais segurança para a comunidade.

Dona Maria Fonseca, moradora do Pompéu há mais de 60 anos e proprietária do restaurante Moinho d’água, acredita que as ações trouxeram mais segurança, mas diz que não tem medo de um rompimento e afirma que confia em Deus.

A secretária de escola, Sandra Lúcia Alves, 37, que há 30 anos mora no bairro também afirma que está mais segura. A secretária ressalta que a comunidade só despertou para um risco existente em relação à barragem, após o acidente ocorrido em Mariana com a barragem de Fundão. “Antes muita gente nem sabia da existência dessa barragem e aqueles que sabiam não tinham noção que algum dia podia romper”, diz Sandra. Ela afirma que a comunidade só passou a cobrar ações de prevenção e segurança da AngloGold após o acidente, mas a empresa tem atendido todas as solicitações e realmente tem trazido mais segurança. A AngloGold inclusive abriu a barragem para a comunidade visitar. “Eu visitei e vendo de perto você sente mais segurança, porque ela é seca dá até para andar sobre a barragem, me senti muito mais segura”, diz a secretária.

O escritor Silas Fonseca, uma referência comunitária no Pompéu, diz que desde que começou as discussões sobre a implantação das ações tem participado das reuniões com a empresa e a comunidade. Ele ressalta que embora tenha 20 anos que a barragem exista, apenas após o rompimento da barragem em Mariana, a comunidade despertou para o perigo e a empresa convocou para reuniões para tratar do assunto. Silas diz que logo na primeira reunião com a AngloGold foi falado sobre as sirenes e instalação de pontos de encontro. Em outras reuniões foram determinados os prazos para implantar as ações e todos foram cumpridos pela empresa. “Eu imputo a AngloGold como uma empresa que mantém um relacionamento muito amplo com a comunidade. Eles têm um programa que se chama Boa Vizinhança, que sempre existiu, que realiza reuniões a cada dois meses, em média, com a comunidade”, afirma. O escritor diz que algumas famílias da região estavam preocupadas com essas novas ações. “Falei com funcionários da Anglo a respeito e eles foram nas casas dessas famílias, esclareceram e as tranquilizaram”,conta.

Silas falou que a simulação foi muito boa e esclarecedora, ressaltou o fato de apenas cerca de 15% da população do Pompéu ter participado do treinamento, mas segundo ele, a própria empresa informou que esse número é comum.” Estou seguro, não tenho nenhum receio. A empresa está fazendo sua parte, tem os órgãos responsáveis que estão fiscalizando, a Defesa Civil vai sempre lá. Estou tranquilo”, afirma.

A vendedora de 20 anos, Jordânia de Jesus Neves , que trabalha em um mercado na chamada Prainha, está convicta que um acidente não vai acontecer, pois acredita que a barragem seja muito segura. ”Amigos nossos aqui do bairro que trabalham na empresa nos trazem essa segurança. Eles dizem que é muito difícil a barragem romper, porque foi projetada para conter aqueles rejeitos”, fala. Ela diz que não foi na simulação, mas conversou com as pessoas que participaram que afirmaram que a ação foi muita bem conduzida e esclareceu várias dúvidas.

A diretora da Escola Municipal Rosalina Alves Nogueira, Dulci dos Santos, participou do treinamento com seus alunos. Ela diz que os estudantes que têm entre 7 e 16 anos ficaram serenos durante a simulação. “Antes mesmo do treinamento da quinta-feira, representantes da AngloGold já haviam visitado a escola orientando os alunos e funcionários, eles já estavam bem preparados. Além disso, essa visita na escola serviu para que os meninos incentivassem os pais a participarem da ação”, conta. Inclusive a pouca participação da comunidade foi algo que chamou a atenção da diretora. Ela diz que se preocupou com esse fato, por isso sugeriu aos funcionários da empresa que em uma próxima simulação ocorra à tarde ou à noite, para ver se mais pessoas participam.

Para finalizar, Dulci afirma que não está receosa em relação a algum acidente. “Fiquei tranquila quando percebi a preocupação da empresa com essas ações de segurança. Eu percebi que não é só algo administrativo ou para seguir as leis, eu acredito que exista uma preocupação humana por parte da empresa”, diz. A diretora afirma também que a partir do momento que foi à primeira reunião e conheceu a barragem ficou mais tranquila.

Para o vereador Samuca que tem uma forte atuação no Pompéu, a AngloGold tem trabalhado com seriedade com a comunidade do bairro e de toda a cidade. “Desde o início venho participando das reuniões e acompanhando todo o processo de informação, análise, instalação e agora de treinamento dos moradores em relação ao sistema de alarme da Mineradora Anglogold Ashanti. Não estive presente no treinamento por problemas de saúde, mas mediante as informações obtidas com moradores que também vêm participando de todo esse processo, percebo uma grande preocupação por parte da empresa em estabelecer metas e procurar cumpri-las buscando sempre o melhor para a população”, diz.

O vereador afirmou ainda que o seu desejo e de toda a sociedade é que nunca seja necessário fazer uso de tal treinamento. “Mas creio que se acontecer, diante das atividades já desenvolvidas pela empresa, espero que as medidas cabíveis sejam prontamente tomadas em busca do bem-estar da população”, ressalta.

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