SÁBADO, 20 DE JAN DE 2018
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NOTICIÁRIO - GERAIS
28 DE SETEMBRO DE 2017
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No mês em que se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, mostramos que na cidade existem projetos voltados para acessibilidade, mas o caminho ainda é longo

No dia 21 de setembro é comemorado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A escolha desse dia se deve à proximidade com a primavera e o dia da árvore numa representação do nascimento das reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade de condições.

Embora exista uma data para lembrar a luta diária das pessoas que têm algum tipo de deficiência, as políticas públicas, apesar de alguns avanços, ainda engatinham em nosso país.

Dados do IBGE revelam que 6,2% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) considerou quatro tipos de deficiências: auditiva, visual, física e intelectual. Os números são de 2015.

Dentre os tipos de deficiência pesquisados, a visual é a mais representativa e atinge 3,6% dos brasileiros, sendo mais comum entre as pessoas com mais de 60 anos (11,5%).

Em Sabará, segundo dados do IBGE, existem 36.032 pessoas com algum tipo de deficiência, sendo que 9.039 pessoas possuem mais de uma deficiência. Esses números são de 2010. Cabe ressaltar que a metodologia utilizada pelo IBGE pergunta ao cidadão se ele possui alguma dificuldade para ouvir, enxergar, locomover ou outras. Logo, não há comprovação por meio de laudo e é possível que haja uma população superestimada de pessoas com deficiência, principalmente com deficiência visual. Tal receio é em função, por exemplo, da possibilidade de cidadãos com miopia ou outra patologia, que possa usar correção e não se enquadrar no conceito legal de deficiência, terem sidos computados com deficiência (leve) conforme tal metodologia.

Facilitando a locomoção em Sabará

Ainda de acordo com esses dados 9.787 pessoas residentes na cidade têm alguma deficiência motora, ou seja, apresenta alguma dificuldade de locomoção, desde leve à grave.

Foi pensando nesse número expressivo e em sua própria condição que o técnico de segurança do trabalho, músico e professor Rafael Sepúlveda desenvolveu um projeto para facilitar a locomoção de pessoas cadeirantes no Centro Histórico da cidade.

O músico ficou paraplégico há 11 anos após sofrer um acidente de carro e ao se encontrar nessa condição percebeu a dificuldade em se locomover em uma cidade como Sabará utilizando uma cadeira de rodas. “Depois que me acidentei, eu tive que reinventar o meu próprio ser e fiquei restrito de algumas atividades que gostava de fazer, entre elas, andar no Centro de Sabará. Percebi que era muito difícil me locomover e também que não via os deficientes da cidade circulando nesses locais. Então resolvi elaborar um projeto que atendesse a este público”, conta.

Rafael diz que o projeto consiste em facilitar a acessibilidade dos deficientes físicos, principalmente os cadeirantes, no Centro Histórico de Sabará. Segundo ele, mediante estudo e observação do cotidiano sabarense, a sua implantação será de grande valia para a população e ainda dará um destaque para a cidade a nível estadual, tratando-se de um projeto pioneiro.

O músico explica que o ponto de partida do projeto é a Praça Melo Viana, pois ali passa todos os ônibus que circulam na cidade. “As ações se concentram basicamente em tirar os postes das calçadas, colocar rampas nos comércios e órgãos públicos e fazer passarelas da largura de uma cadeira de rodas ligando cada esquina de praça”, diz. Ele afirma ainda que sua intenção é primeiramente implantá-lo no Centro Histórico para futuramente se estender para toda a cidade.

De acordo com Rafael, o projeto foi apresentado para o Executivo por volta de 2008, mas acabou sendo engavetado. Apesar de ter trabalhado um ano e meio na Coordenadoria da Pessoa com Deficiência na última gestão, ele conta que não conseguiu colocar em prática seu projeto, pois o objetivo da Secretaria de Desenvolvimento Social naquele momento era implantar o projeto Viver sem Limite do Governo Federal que tem a finalidade de implementar novas iniciativas e intensificar ações já desenvolvidas pelo governo em benefício das pessoas com deficiência. “Praticamente todo nosso tempo era dedicado a esse projeto do Governo Federal, era uma lista de funções para executar na Prefeitura, que não tivemos tempo para nos dedicarmos a outra coisa”, explica.

Já na atual gestão ele diz que tentou várias vezes apresentá-lo, mas ainda não conseguiu se reuni com o prefeito. “Acredito que isso possa alavancar o turismo na cidade e ainda trazer méritos ao Poder Executivo. Acho que o prefeito tem um ouro nas mãos com este projeto”, afirma.

Ele afirma que a princípio acreditou que pelo Centro Histórico se tratar de um Patrimônio Cultural, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) poderia barrar qualquer modificação, mas o músico apresentou o projeto à superintendente do IPHAN em Minas Gerais, Célia Corsino, que disse que ninguém de Sabará nunca havia apresentado um projeto ao órgão sobre o tema. “Ela se interessou e diz que se cada um ceder um pouco dá para estudar e colocá-lo em prática”, afirmou.

Para finalizar, o músico diz que podemos fazer com que o funcional supere o estético sem perder as características, fazendo uma arquitetura inclusiva. “Estou querendo equiparar a dignidade das pessoas, pois os deficientes têm os mesmo direitos, afinal pagamos imposto da mesma forma. É muito legal um time de basquete de cadeirantes, por exemplo, mais eu não quero só isso, antes eu quero entrar em um banco, fazer compra na padaria de maneira independente, fazer as coisas do dia a dia”, afirma Rafael.

Veja os principais pontos do projeto:

1 - Mapeamento de todos os comércios, órgãos públicos e privados que não possuem acessibilidade, com o objetivo de identificar os pontos críticos e assim criar rampas e outros dispositivos como corrimões, sinalizações etc.

2 - Criação de rampas nas quinas das praças ligadas a uma passarela da largura aproximadamente da cadeira de rodas até o outro lado da rua possibilitando ao cadeirante uma travessia segura e digna (independente).

3 - A retirada dos postes de iluminação e sinalização de trânsito que se encontram no meio dos passeios impossibilitando a passagem da cadeira de rodas.

4 - Deixar os passeios planos, eliminando o risco de acidentes.

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