SEXTA-FEIRA, 19 DE JAN DE 2018
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NOTICIÁRIO - SAÚDE
25 DE SETEMBRO DE 2017
Setembro Amarelo: falar é a melhor solução

Campanha alerta sobre a prevenção do suicídio

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização a prevenção do suicídio, com o objetivo de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo. O mês foi escolhido por que no dia 10 de setembro é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Suicídio.

O movimento do Setembro Amarelo é mundial e ocorre no Brasil desde 2015. Ele foi trazido ao Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

O Setembro Amarelo é importante, pois o suicídio ainda é um assunto tabu em nossa sociedade, e o número de pessoas que tiram a própria vida em nosso país é altíssimo. Dados do Ministério da Saúde mostram que 32 brasileiros comentem suicídio por dia, total superior ao de vítimas da Aids e da maioria dos tipos de câncer. Para especialistas, nove em cada 10 casos poderiam ser evitados com encaminhamento correto ao tratamento.

Em 2014, um relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontou que o Brasil é o 8º país com a maior taxa de suicídios do mundo. O estudo ainda afirma que a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo. E mais, para cada suicídio bem sucedido, há pelo menos 20 tentativas fracassadas. Porém, dos 194 países da OMS, apenas 60 coletam dados sobre o assunto e apenas 28 têm estratégias nacionais para a prevenção.

Em 2015, a OMS lançou outro dado preocupante: o suicídio já mata mais jovens no mundo do que o HIV e é a segunda maior causa de mortes na faixa etária de 15 aos 29 anos, perdendo apenas para acidentes de trânsito.

Prevenção

pública

Segundo a Prefeitura de Sabará, o município atua, cotidianamente, com projetos e programas na prevenção do suicídio. De forma intersetorial, as ações são executadas, principalmente, pelas áreas de desenvolvimento social, assistência e saúde, com atividades relacionadas à melhoria da qualidade de vida da população e diálogo entre a comunidade, esporte, lazer e vida.

Por meio de serviços oferecidos, o cidadão dispõe de atendimento em casos de depressão, presença de outras doenças ou má saúde, dificuldades no enfrentamento a situações do cotidiano e uso de drogas, consideradas as principais causas que fazem uma pessoa cometer suicídio.

Nas oito unidades do Centrode Referência da Assistência Social – CRAS, por exemplo, são desenvolvidas atividades do Programa de Atenção Integral à Família – PAIF. No Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é trabalhada a autoestima das famílias e mulheres vítimas de violência, além do empoderamento feminino, fortalecimento dos vínculos familiares e laços afetivos, e também os direitos e deveres. Nesses casos, todos os temas são abordados de forma lúdica, em rodas de conversa, grupos de trabalho.

O Centro de Referência Especializado em Assistência Social – CREAS é outra referência. No local são atendidas, acompanhadas e monitoradas, também, mulheres vítimas de violência, contribuindo assim, de forma direta, para a prevenção ao suicídio. De acordo com pesquisa da Organização Mundial de Saúde – OMS, os problemas conjugais e de relacionamento também estão entre as probabilidades do suicídio entre homens e mulheres.

Para os que ficam

Mesmo que o suicídio seja o ato solitário de um indivíduo, ele não ocorre de forma isolada. Insere-se em um espaço interinstitucional que abrange familiares, amigos, colegas de escola, de trabalho, de grupos religiosos ou de outras associações. Cada morte por suicídio afeta diretamente, em média, de 5 a 10 pessoas. Essas pessoas são chamadas de "sobreviventes", um grupo de enlutados que permanecem na angústia de lidar com inúmeras perguntas não respondidas. Ao contrário de outras mortes, o suicídio provoca algumas reações emocionais específicas nos que ficam.

Como o suicídio ainda é um assunto tabu, o que acontece nesses casos é que a vida continua, finge-se que nada aconteceu e essas questões não são tratadas de forma adequada.

O projeto do Grupo de Apoio a Enlutados por Suicídio da UFMG, coordenado pelo professor Humberto Correa, e moderado pelas psicólogas Michelle Alves e Vivian Zicker, se propõe a ser um espaço de acolhimento terapêutico para que os sobreviventes tenham a oportunidade de compartilhar suas experiências sob supervisão profissional adequada e, também, oferecer tratamento individual para casos de maior gravidade.

O objetivo desse trabalho é colaborar para a promoção de saúde mental e qualidade de vida desse grupo e da sociedade, impedindo o surgimento de novos transtornos mentais que possam resultar em novos casos de suicídio.

Informações e inscrições:

gaesufmg@gmail.com

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