DOMINGO, 22 DE OUT DE 2017
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NOTICIÁRIO - SOCIAIS
08 DE AGOSTO DE 2017
36 anos de amor e dedicação

Abrigo Irmã Tereza de Jesus celebra mais de três décadas dedicadas ao acolhimento de idosas

No dia 31 de julho o Abrigo Irmã Tereza comemorou 36 anos de existência, durante todo esse tempo foram muitas as idosas que passaram por lá e todas foram acolhidas com muito carinho, amor e dedicação.

O abrigo é uma idealização da Agremiação Espírita Casa do Caminho que atua na cidade há 76 anos e desde então tem difundido os preceitos da doutrina através da caridade.

O casal Paulo Penna e Gercira de Lourdes Moreira Penna, mais conhecida como Dona Neném, faz parte do grupo que fundou o abrigo. Os dois trabalharam desde o início e contam que se dedicaram muito aos cuidados e manutenção da casa.

Dona Neném diz que no início não foi nada fácil, faltava experiência e os problemas eram muitos, a dedicação era praticamente 24 horas por dia. “Apesar da luta, dos contratempos, de vir trabalhar na madrugada, valeu muito a pena”, afirma.

Senhor Paulo ressalta que era uma administração doméstica, mas com o passar do tempo eles foram aprendendo, buscaram pessoas que entendiam do assunto e dessa forma construíram essa bela história. Atualmente, o casal ainda se dedica ao abrigo, ajudam no bazar e sempre estão por perto para ajudar.

Paulo diz que o sentimento que tem é de agradecimento a Deus e ao povo de Sabará que abraçou e ainda abraça essa causa. “Tenho o conforto de ter a continuidade dessa história com a família e os amigos”.

Simone Penna, filha do casal, é a presidente do Abrigo, assim como da Casa do Caminho. As outras filhas Cláudia e Cleone Penna são responsáveis pela coordenação e administração. Seguindo os passos dos pais são muitos anos de dedicação ao abrigo, “Nós vimos o abrigo crescer com eles e continuamos fazer o abrigo crescer com a ajuda deles”, diz Cleone.

O casal diz que as pessoas que ajudaram na fundação, ainda contribuem muito. “São pessoas que ficam na retaguarda e a gente sabe que pode contar sempre”, diz Paulo.

Durante todo esse tempo foram muitas as idosas que passaram pelo lar, não há um registro do número exato, mas de acordo com a coordenadora, já devem ter passado algo em torno de 500. “São muitas histórias, algumas alegres, outras tristes, todas interessantes. É muita coisa para contar”, conclui Cláudia.

Entre tantas histórias, vamos contar um pouco da vida de Dona Maria das Graças, que chegou há pouco tempo, mas já adotou o abrigo como sua melhor moradia.

Um novo lar

Dona Maria das Graças Rodrigues Cirino da Costa, 63, está no lar há apenas um ano e meio, mas já se sente em casa. “Hoje o Abrigo Irmã Tereza representa minha vida. Fiz muita amizade aqui, as pessoas veem me visitam, conversam comigo e fico muito feliz. Se não fosse o abrigo estaria sozinha em casa, correndo risco de me machucar e sem ninguém para me ajudar”, diz.

Dona Maria chegou ao abrigo em janeiro de 2016. Nessa época sua situação estava muito difícil, o caminho até o abrigo foi através da UPA, onde a senhora estava internada para tratar de uma ferida que colocou sua vida em risco. Mais de um ano e meio depois, a idosa ainda apresenta curativo na ferida, mas já está praticamente recuperada, graças aos cuidados dos funcionários, como ela mesma diz. “Eles cuidaram muito bem desse machucado, hoje está bom, colocam a faixa para eu não coçar e abrir de novo”, fala.

A vida dessa senhora não foi fácil. Nascida em Teixeiras, Zona da Mata Mineira, chegou a Belo Horizonte ainda muito jovem, na capital passou por muitos lugares e chegou a morar na rua por muito tempo. “Gostava de dormir na Praça da Estação ou no Parque Municipal, muitas vezes os policiais nos abordavam ou nos acordavam com cassetetes”, lembra. Foi através de uma dessas abordagens que arrumou seu primeiro emprego. “O policial veio me acordar e eu disse que não estava fazendo nada, só estava ali porque não tinha emprego. Então ele perguntou se eu sabia lavar e engomar roupa. Eu disse que fazia de tudo, menos roubar e matar”. Pouco tempo depois Dona Maria estava trabalhando na lavanderia da Policia Militar.

Depois trabalhou na casa de um sargento, em outras casas de família e como cozinheira em bares e restaurantes. No decorrer desse tempo iludiu e se apaixonou pelo pai de seus três filhos. “Ele me prometeu mundos e fundos, mas depois foi embora”. Como não tinha como sustentar as crianças, seus filhos acabaram sendo criados por outras pessoas.

Ela não sabe ao certo quando chegou em Sabará, mas aqui construiu um casa no bairro Rosário, segundo ela, ganhou o terreno de um antigo prefeito já falecido. Ali morava sozinha, até que passou a criar uma menina, que segundo ela, apanhava do pai e por isso pediu para morar com Dona Maria. “Deus me deu esse poder para criá-la, mas os meus filhos mesmo, eu não pude criá-los. Não tinha como viver com eles morando na rua”, conta.

Hoje tem muito orgulho da filha adotiva. Diz que a moça a chama de mãe e seus três filhos a chamam de avó. “Sempre que pode vem me visitar, não cobro muito dela. Ela trabalha muito”, diz.

Para concluir, Dona Maria afirma que apesar das visitas da filha, se não estivesse no abrigo, estaria muito sozinha e que foi no Abrigo Irmã Tereza que encontrou um novo lar. “Aqui é muito bom, as pessoas me tratam bem, não tenho nada a reclamar. Todos os funcionários são bons. Sou muito feliz por estar aqui”.

Maria Xavier e o Abrigo Irmã Tereza

Maria Xavier era a mãe do senhor Paulo e também de Dona Sidália Xavier, da Casa do Caminho, que muitos conhecem. Ela foi a idealizadora do abrigo junto com um grupo composto por outras pessoas.

Maria Xavier coordenava o antigo abrigo de Sabará dedicado às viúvas e crianças. Foram construídas 22 moradas na beira do rio que abrigavam as viúvas desamparadas com seus filhos. Depois de um tempo o abrigo acabou. Hoje o local ainda é chamado de rua do abrigo, pelos mais antigos da cidade. A partir daí surgiu a ideia do Abrigo Irmã Tereza.

Embora já tenha deixado esse plano, Maria Xavier ainda tem um grande carinho pelo Abrigo Irmã Tereza de Jesus. Prova disso foi a mensagem psicografada por sua filha Sidália na reunião do dia 1º de julho, um dia após o aniversário do abrigo, na Casa do Caminho.

“Meus irmãos, que Jesus nos abençoe.

E as dimensões espirituais da nossa “Casa de Irmã Tereza se ampliam. Ano após ano, dia após dia, o roteiro luminoso traçado na Espiritualidade se faz presente dentro daquele ambiente, onde muitas vezes a dor caminha lado a lado com as alegrias espirituais mais genuínas e belas.

Cada gesto de amor que ali se levanta, retrata o objetivo maior do coração humano que é “amar ao próximo como a si mesmo” e “fazer aos outros o que gostaríamos de receber”.

Aquela casa representa para nós a nossa estrada de Damasco, onde gota a gota vamos nos preparando para o grande encontro de reconciliação com o Cristo; representa o convite recebido pelos três discípulos de Jesus para participar da grande reunião que foi programada pelo Céu no Monte Tabor.

Felizes todos que tem ali palmilhado os passos da esperança, movimentado as mãos no trabalho da própria conversão, enxergado com os olhos da renúncia e usado o sentimento no esforço da compreensão.

Nos 36 anos do Abrigo Irmã Tereza de Jesus, levantamos o sentimento em preces de gratidão a Jesus e também rogamos a Deus nos ajude a nos tornarmos mais qualificados para respondermos presente às necessidades da Casa de Irmã Tereza com sentimento de verdadeiro Cristão.

Que as bênçãos do Espírito Santificado de Irmã Tereza nos auxiliem e abençoem.

Da irmã menor, Maria Xavier”.

(Mensagem psicografada por Sidália Xavier Silva, no dia 01/08/2017, em reunião pública, na Agremiação Espírita Casa do Caminho

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