SEGUNDA-FEIRA, 15 DE OUT DE 2018
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NOTICIÁRIO - EDUCAÇÃO
18 DE JULHO DE 2017
Alunos da APAE aprendem culinária

Embora objetivo central não tenha sido alcançado, estudantes ficaram felizes com o que aprenderam

Biscoitos, bolos, doces, salgados e muito mais coisas gostosas. Foram muitos os quitutes que os alunos da APAE aprenderam a fazer na Oficina de Culinária do projeto “Geração de Trabalho e Renda” em parceria com a AngloGold Ashanti.

O Curso durou doze meses, de abril de 2016 a junho deste ano, com paralisação no período de férias.

A Terapeuta Ocupacional, Vanessa Pertence, que acompanhou todo o processo, conta que o curso teve a participação de 13 alunos e englobou várias formas de aprendizado. “Foram trabalhadas muitas receitas, o relacionamento com as pessoas, a higiene tanto pessoal quanto para o manuseio dos alimentos e o uso dos EPI (Equipamento de Proteção Individual) que são usados na cozinha”, diz.

Além do aprendizado na cozinha, a terapeuta aponta que a questão da higiene pessoal também foi muito importante, pois os meninos assistiam a aula regular pela manhã e continuavam na Apae para o curso à tarde, mas antes tinham que tomar banho. Por isso, todos tinham um Kit para o banho, o que contribuiu para melhora da higiene pessoal. “Alguns alunos, além do kit banho, sempre levavam algo a mais, como um desodorante diferente ou um gel para o cabelo, isso acabou incentivando os outros a se cuidarem melhor”, conta.

Vanessa diz que durante o curso eles participaram totalmente e se interagiram muito, mas a terapeuta ressalta que infelizmente nem todos conseguem fazer em casa, por falta de equipamento ou até de ingredientes que são usados nas receitas.

Um dos objetivos era fazer com que esses alunos tivessem uma renda extra com a venda desses produtos. Entretanto, Vanessa conta que até o momento apenas um aluno tentou vender o picolé que aprendeu no curso, mas não deu muito certo e a família achou melhor não continuar.

O picolé foi um caso a parte, pois os meninos produziam os picolés e vendiam próximo à APAE, como nos Bombeiros, Presídio e Guarda Municipal, além de venderem dentro da própria instituição, o que foi muito bom para os alunos.

Embora a venda ainda não tenha dado certo, outro objetivo era deixá-los preparados para o mercado de trabalho. Ela diz que todos estão aptos a entrarem no mercado de trabalho, tanto em uma cozinha como ajudante, como também em outras áreas.

Vanessa diz ainda que mesmo que os alunos não façam do aprendizado uma forma de ter uma renda a mais, o importante é que o curso criou nos meninos uma perspectiva de futuro, criando uma autonomia, independência, vontade de trabalhar e estando apta para trabalhar em algum lugar. “Conseguimos criar um centelha, essa vontade de produzir, de fazer e mostrar para os meninos que eles são capazes”, diz.

Para os alunos, o curso foi muito bom. Conversamos com alguns deles que nos disseram que têm saudade e gostariam de voltar a fazer o curso. Contaram que aprenderam muita coisa e que durante o curso todos participavam, colocando a mão na massa. Mas a maioria não tem feito em casa, alguns dizem que não produzem porque não tem os ingredientes, outros já confessam que têm preguiça de fazer.

Ítalo Rodrigues é uma exceção, ele conta que aprendeu muitas coisas e que hoje é capaz de fazer tudo que aprendeu, mas o que mais gosta é a coxinha. “Eu aprendi a fazer bolo de cenoura, pão de queijo, biscoito, mas o que eu mais gosto é a coxinha. Eu sempre faço coxinha na minha casa”, diz.

Roniere de Souza também já colocou o que aprendeu em prática, ele conta que fez o biscoite de leite condensado e inclusive levou para a professora na APAE que aprovou.

O biscoito também é o predileto de Valdinei. Ele fez para sua avó, o rapaz diz que apesar de ter ficado gostoso o biscoito não cresceu muito, pois tinha pouco pó Royal, mas da próxima promete que vai acertar a mão.

Nenhum dos alunos fez algum alimento para vender, o certo é que o objetivo principal do curso não foi alcançado, mas de acordo com os próprios alunos, o aprendizado valeu muito à pena.

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