SEGUNDA-FEIRA, 22 DE OUT DE 2018
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NOTICIÁRIO - CALENDÁRIOS E EVENTOS
18 DE JULHO DE 2017
População de Marzagão diz ‘NÃO’a EMPABRA

Após os moradores do bairro Castanheiras se manifestarem contra o transporte de minério de ferro da empresa EMPABRA pelas vias urbanas de Sabará, foi a vez dos moradores da Vila Marzagão se pronunciarem contra esse absurdo. Mais uma vez a população foi unânime ao rechaçar a possibilidade de receber em suas ruas o trânsito dos caminhões pesados da mineração.

Como já mostramos em outras edições, a mineradora EMPABRA pretende transportar o minério de ferro retirado de uma mina situada na região do bairro Taquaril, em Belo Horizonte, pela zona urbana de Sabará. Os caminhões da empresa passariam pelo bairro Castanheiras, via Borba Gato, estrada Marzagânia, pela área tombada da Vila de Marzagão, entrando por terrenos da empresa União Rio, passando atrás do Cemitério Terra Santa, acessando terrenos do futuro Distrito Industrial, para, enfim, chegar até a rodovia MGC-262 (estrada de Sabará / Belo Horizonte). Dessa forma, Sabará ficaria apenas com os prejuízos do transporte de minério, já que a EMPABRA paga impostos para BH por sua mina estar localizada na capital mineira.

O objetivo da EMPABRA é diminuir custos, nem que para isso tenha que colocar em risco a saúde e a segurança dos sabarenses. Atualmente a empresa utiliza a estrada de terra que liga Sabará a Nova Lima. Apesar de parecer uma ideia sem lógica, a EMPABRA quer passar diariamente quase 400 caminhões carregados de minério pela antiga e única ponte que liga a Vila Marzagão a Via Borba Gato. Essa ponte comporta apenas um veículo por vez e não tem estrutura para o tráfego intenso de veículos pesados.

É importante refrescar a memória e lembrar que a Vila Marzagão já foi um grande polo da indústria têxtil, sendo habitada principalmente por trabalhadores do setor. Esse local foi uma das regiões econômicas mais importantes do país e por isso foi tombado pelo IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais). Ainda é possível ver nas ruas da vila sinais dessa rica história. Agora, os moradores convivem com o temor de ver esse belo lugar ser destruído pelo escoamento de minério de ferro.

Para Mauro Lúcio Xavier – diretor do Grupo Teatro Kabana e morador da vila, a população está vivenciando a expectativa de um crime contra o presente da região e o assassinato do futuro de Marzagão. “Nosso futuro está ameaçado e a Festa do Sagrado Coração de Jesus realizada recentemente é mais uma demonstração de que a vila não pode sucumbir e se tornar uma via de escoamento de minério de ferro em detrimento de tantas coisas importantes que acontecem nesse local”, diz.

O vereador William Borges também comentou a intenção da EMPABRA fazer da vila trajeto para seus caminhões pesados. Ele diz que quando era prefeito já havia sido procurado por essa mesma empresa com um projeto parecido com o atual. William afirma que a proposta da EMPABRA foi rejeitada imediatamente na época por um simples motivo: o transporte de minério de ferro só traz prejuízo para população. Agora, na nova função de vereador, William Borges reitera que se mantém firme contra essa medida. “Tomamos conhecimento de que a antiga gestão do ex-prefeito Diógenes Fantini autorizou que a EMPABRA utilizasse nossas ruas. Mas como a Câmara Municipal não foi consultada esse convênio não tem validade. Nós estamos muito aguerridos nessa causa e não vamos permitir que acabem com o restinho da Vila Marzagão”, afirma.

Roberto do Bar é outro vereador que faz parte desse movimento em defesa da população sabarense. Ele também se comprometeu em trabalhar forte no Legislativo municipal contra a EMPABRA utilizar nossas ruas. “A poeira do mineiro pode trazer consequências graves para crianças e idosos. Lutarei com todas as forças para que isso não aconteça em Sabará”, declarou Roberto do Bar.

Wallace Chaltal, 37, é outro morador da Vila Marzagão que faz coro contra o transporte de minério na região. “Já fiz o trajeto por onde passam esses caminhões atualmente e é impressionante como é agressiva essa atividade. Isso é inaceitável em Marzagão por ser um local histórico e está completamente fora de cogitação”, afirmou Wallace.

O comerciante Néder Vieira, que trabalha há muitos anos local, também falou a respeito da ameaça da EMPABRA. “Recebo com muita tristeza essa notícia porque o transporte de minério vai acabar com nossas riquezas e nossas raízes. Todo o esforço feito pelo tombamento da vila pode ir por água abaixo. Mas nós não vamos permitir, nem que para isso tenhamos que protestar de forma pesada”, disse Néder.

Como vimos, essa proposta é totalmente rejeitada pelo povo sabarense. Apenas a ganância pode explicar essa insistência de fazer das ruas de Sabará trajeto para o escoamento da produção do minério de ferro da empresa EMPABRA. Resta agora à população se manter firme nessa causa e as autoridades municipais também se empenharem nessa luta para impedir esse atentado contra todos os sabarenses.

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