QUARTA-FEIRA, 18 DE JUL DE 2018
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NOTICIÁRIO - GERAIS
17 DE JULHO DE 2017
Cultura, diversão e inovação

A parte cultural também foi muito influenciada pela Belgo Mineira, mais uma vez Louis Ensch que era muito interessado por arte e cultura se preocupou com essa área.

A empresa trouxe inovação a Sabará, inclusive na arquitetura com a construção de novas casas e prédios como o Cassino e o Cravo Vermelho, contrastando totalmente com a arquitetura barroca existente na cidade.

Cassino

Ao contrário do que sugere o nome, os Cassinos da Belgo não eram lugares de reunião para jogos de azar. Funcionavam como hotéis para os empregados solteiros da empresa. Eventualmente, eram dotados de sinuca, mesa de ping-pong e futebol de mesa, para entretenimento dos hóspedes. De acordo com o regulamento interno, eram “inteiramente proibidas as apostas em jogos de azar, permitindo-se os jogos de cartas apenas como diversão”. As casas de hóspedes da Arbed, em Luxemburgo, eram chamadas Casinos; por esta razão, o nome foi adotado aqui.

Os dois Cassinos da empresa, localizados em Sabará e Monlevade, são cópias um do outro, possuem projeto arquitetônico datado de 1937, e foram inaugurados no ano seguinte. Os prédios têm dois pavimentos, sendo que no andar térreo funcionavam a recepção, salão, restaurante, sala de jogos, instalações sanitárias e lavanderia, e no andar superior ficavam os quartos e salas de banho. Suntuosos, possuíam móveis em jacarandá, penteadeiras com vidros ovais, estofados elegantes, piso em mármore italiano, lareiras. O imaginário local não raro acrescia ao requinte dos Cassinos os cristais, talheres em ouro e porcelanas chinesas. Além de hospedaria, os Cassinos tornaram-se referência para as grandiosas recepções promovidas pela empresa, soirées, bailes e jantares sociais.

Os Cassinos receberam hóspedes e festas por cerca de quarenta anos. Hoje, o andar térreo do Cassino ganhou um auditório para 140 pessoas e sedia o Espaço Cultural da Fundação ArcelorMittal Brasil, enquanto no segundo andar está instalado o Centro Clínico da ABEB Sabará.

Cravo Vermelho

Os festejos carnavalescos de Sabará logo atraíram os técnicos europeus que ali chegaram, na década de vinte. Fantasiados, munidos de confetes e lança-perfumes, eles desfilavam pelas ruas da cidade com as famílias, integrando os chamados “cordões”. O Clube Cravo Vermelho, ao qual se associavam, era responsável por reunir os foliões. A agremiação recebia apoio financeiro da “Siderúrgica”.

O Cravo Vermelho foi fundado em 31 de dezembro de 1921, pela Sra. Isaura Orsini, ilustre sabarense. Ela reunia rapazes e moças de famílias tradicionais da cidade, para brincar o carnaval. Os bailes aconteciam nos salões da sua residência, o antigo “Sobrado do Barão”. De lá, um animado cordão saía pelas ruas da cidade. Exibiam fantasias de índios, czares, turcos, colombinas, pierrots, borboletas e outras, entoando hinos, ao som do “Jazz do Cravo”. Os foliões iam até a residência de Louis Ensch, no interior da Usina, onde lanchavam guaraná e biscoito champagne. Entre eles, era comum a presença de diretores da empresa, fantasiados.

O Sobrado do Barão ficou pequeno para comportar tantos foliões. O aumento do número de associados permitiu ao clube a construção de uma sede própria, concluída em 1932, quando era presidente o luxemburguês Leopold Bian. Ali, passaram a ser comemoradas outras datas, como Reveillon, Festa da Primavera e Festa Junina.

O último desfile de foliões do Cravo aconteceu em 1942. O imóvel-sede, transformado em empresa privada, em 2001, continua em atividade, movimentado por bailes, festas, campeonatos e bingos. O nome “Cravo Vermelho” é uma homenagem da fundadora ao, então, Governador de Minas, Arthur Bernardes, que costumava usar a flor na lapela.

Museu do Ouro

Quando a companhia sob o comando de Louis Ensch adquiriu as terras no alto do morro da Intendência, em 1938, para construir a maternidade, dentro do terreno estava a antiga Casa da Intendência e Fundição da Vila Real de Nossa Senhora da Conceição já em estado precário. Segundo a historiadora do Museu Isabella Menezes, quando Ensch soube do valor histórico do imóvel fez a doação do mesmo ao Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional.

Depois de passar por obras gerais de restauração, preservando grande parte de suas linhas originais, o imóvel, único exemplar remanescente de Casa de Intendência no Brasil, se transformou em sede do Museu do Ouro, sendo inaugurado a 16 de maio de 1946. O Museu reúne objetos de valor histórico e artístico relacionados com a indústria da mineração, resgatando os aspectos principais da sua evolução e técnica, como também a sua influência no desenvolvimento econômico e na formação social de Minas Gerais e do Brasil.

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