SÁBADO, 20 DE JAN DE 2018
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NOTICIÁRIO - GERAIS
17 DE JULHO DE 2017
Mãe Belgo

Era assim que a empresa era conhecida por muitos de seus funcionários, que via na Belgo Mineira uma verdadeira mãe, já que auxiliavam seus funcionários em várias áreas.

O título que a Companhia recebeu pelos seus funcionários se deve a visão de muitos de seus dirigentes que tinham uma visão humanística e social equipe tinham a frente de criar a moderna indústria siderúrgica em uma região por uma economia e relação trabalhista rural, por isso teve que antecipar boa parte dos benefícios que só seriam expressos na forma de lei, ou que se tornariam usuais bem mais tarde, no país.

Habitação

Entre 1930 e 1950, a Companhia construiu 500 casas em Sabará, divididas em três vilas; Siderúrgica; Santa Cruz e Michels. Atualmente, todas transformaram em bairros. À época da construção foram erguidas 139 casas na Vila Siderúrgica, 180 na Vila Santa Cruz e 49 casas na Vila Michels. Ainda foram construídas 119 casas para engenheiros e funcionários nas proximidades da Usina.

As casas eram alugadas para os empregados por quantias simbólicas. Para os solteiros foi construído o Cassino-Hotel com quartos individuais e áreas de convivência comunitária.

Saúde

Em 1946, a Belgo criou a maternidade Louis Ensch, que posteriormente foi anexada ao conjunto hospitalar da Santa Casa. À época a maternidade era considerada a mais moderna de Minas, garantindo assistência de qualidade às esposas e filhos de funcionários. Dispunha de 40 leitos para as gestantes e 40 para crianças, distribuídos em pequenas enfermarias e apartamentos, um berçário, duas salas de cirurgias, sala de anestesia e curativos. E ainda quatro consultórios, laboratório clínico, cozinha especializada, lavanderia e lactário. Em 1956, esses serviços foram reunidos em um grande centro de Assistência Social que englobou assistência médica e dentária, a farmácia, os serviços de enfermagem e ainda um curso de corte e costura administrado pelo SESI, voltado para as esposas.

A Companhia não ficou só por conta da Maternidade. Ela assumiu praticamente todas as despesas e administração da Santa Casa de Sabará e elevou o atendimento a um nível de excelência, ainda reconhecido por muitos sabarenses. A parceria com a Santa Casa foi mantida até o fim da década de 1990.

Por dentro da história

Alice de Paula Santos viu de perto todo o trabalho da Maternidade. Ela era enfermeira e por muitos anos trabalhou no local, chegando a virar parteira, por isso conta orgulhosa que muitos sabarenses nasceram por suas mãos.

Ela ainda era muito jovem quando começou a trabalhar na nova maternidade, não tinha experiência alguma na área da saúde, mas foi convidada pelo pediatra José Pereira Assis para integrar o corpo de enfermagem.

A Belgo ofereceu na própria Santa Casa um curso de enfermagem para as jovens que queriam trabalhar. Alice diz que nunca tinha passado por sua cabeça trabalhar nessa área, mas tomou gosto pela profissão logo de cara e nunca mais abandonou. Fez o curso e foi aprovada para área de obstetrícia, o aprendizado maior foi na prática no dia adia do hospital.

A enfermeira conta que a Maternidade era um exemplo. “Atendia as esposas dos funcionários, particular e àquelas mulheres que não tinham condições e todas eram tratadas da mesma forma, não tinha distinção. O berçário, me lembro bem, era ótimo. Além disso, tinha estufa, o que era raro na época, para as crianças que nasciam com algum problema. Lembro que minha sobrinha foi a primeira criança a usar a estufa”, conta.

Dona Alice reforça a ideia que a Belgo era mesmo uma mãe para a cidade, pois fornecia muita assistência, principalmente no período que Louis Ensch foi presidente.

“A Belgo pra mim foi mais que uma mãe. Quando meu pai, que também era funcionário, adoeceu, eles deram muita assistência, assumiram todo o tratamento dele”, lembra.

A enfermeira lembra muito da época de Louis Ensch. “Foram muitas as casa da cidade que foram feitas quando ele era presidente. Além disso, me lembro bem quando chegou o fogão a gás. A Belgo ajudou os funcionários a comprarem os fogões de forma financiada. Eu queria comprar para minha casa, mas minha mãe não abria mão do fogão a lenha”, conta sorrindo.

A partida do presidente também ficou guardada na memória de Dona Alice. “ Dr. Ensch morreu em Luxemburgo, mas foi enterrado em João Monlevade. Lembro do dia que seu corpo chegou em Sabará. Veio de trem,parou em frente a estação da Usina, soou os três apitos, estávamos na maternidade e fechamos a metade de todas as janelas, em sinal de luto. Foi muito triste. Ele fez muita falta para a cidade”.

Dona Alice é filha de Onésimo dos Santos. Ela conta com orgulho que seu pai foi excelente artista plástico sabarense e ainda é muito reconhecido. A enfermeira diz que o pai teve uma importante passagem pela Belgo, pois fez parte da primeira corrida do ferro gusa da companhia.

Educação

A Belgo também construiu o grupo escolar Siderúrgica, a principio para os filhos dos funcionários, a escola era dentro da empresa. Anos depois virou Escola Estadual Christiano Guimarães, em homenagem a um de seus fundadores, hoje localizada no bairro Esplanada, aberta ao público em geral.

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