DOMINGO, 23 DE JUL DE 2017
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NOTICIÁRIO - GERAIS
29 DE JUNHO DE 2017
População do Castanheiras diz não a EMPABRA

O possível transporte de minério de ferro dentro da área urbana de Sabará segue causando apreensão entre os moradores que serão mais atingidos. Conforme mostramos nas últimas edições, a empresa EMPABRA – Empresa Mineração Pau Branco e Phoenix Mineração e Comércio LTDA, ambas do mesmo grupo, pretendem transportar o minério de ferro retirado de uma mina situada na região do bairro Taquaril, em Belo Horizonte, pelas vias de Sabará, a intenção é reduzir seus custos com o transporte.

Atualmente, a mineradora tem feito o transporte desse minério por Nova Lima, Raposos e Rio Acima.

Os caminhões passariam pelo bairro Castanheiras, via Borba Gato, estrada Marzagânia, também pela área tombada da Vila de Marzagão, entrando por terrenos da empresa União Rio, passando atrás do Cemitério Terra Santa, acessando terrenos do futuro Distrito Industrial, localizado ao lado do cemitério, para enfim, chegar até a rodovia MGC-262 (estrada de Sabará / Belo Horizonte) para seguir ao seu destino final, até então desconhecido.

Caso isso ocorra, Sabará enfrentará uma enorme degradação em todos os níveis. Nas suas vias públicas, na saúde de sua população que conviverá com a poeira do minério podendo levar a graves doenças, poderá ainda ser vítimas de inúmeros acidentes, além disso, o Meio Ambiente e os bens históricos de Sabará sofrerão danos irreparáveis.

Dessa vez a Folha entrou em contato com líderes comunitários e moradores do bairro Castanheiras para opinarem sobre essa situação e as respostas foram unânimes: as pessoas não aceitam o trânsito de caminhões carregados de minério nas portas de suas casas.

De acordo com José Francisco dos Santos, 57 – presidente de uma ONG situada na região e conhecido como Dezinho no Castanheiras – isso é uma coisa impensável porque as casas do bairro não têm estrutura para receber o tráfego de caminhões pesados. Ele também afirma que mesmo passando na estrada de terra que dá acesso a Nova Lima a poeira dos caminhões já prejudica a população local atualmente.

“As crianças estão tendo mais problemas respiratórios e adoecem com mais frequência. O meio ambiente também é afetado. Nossa região tem muita vegetação rasteira que é usada pelos moradores para fazer medicamentos naturais e isso está acabando por causa da poeira do minério”, diz. Além disso, Dezinho reclama da falta de diálogo da empresa com a comunidade. O morador ressalta que caso o transporte de minério venha a se concretizar a população vai se organizar para fazer uma grande manifestação e não permitir que isso aconteça.

A moradora Beatriz Gomes de Souza também foi taxativa ao dizer que é contra o transporte de minério de ferro nas ruas do Castanheiras. “Uso constantemente a estrada que a empresa usa hoje e tem sempre muito barro ou poeira. Além disso, a Rua Principal é praticamente a única via de acesso para a escola e para a creche. Com os caminhões passando por essa rua o risco de acontecer acidentes seria muito alto. Já que essa escola funciona em três turnos e as crianças andam praticamente no meio da rua, pois estão acostumadas com a falta de trânsito no local”, diz Beatriz, que trabalha como vigilante na Escola Estadual Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Outro morador, que não quis se identificar, já sente na pele os malefícios do transporte de minério de ferro. Ele vive há mais de 20 no Castanheiras e agora se vê obrigado a se mudar da região. Seu filho mais novo, de apenas três anos, tem constantes sangramentos no nariz, além de outros problemas respiratórios. Segundo o morador, o médico já disse que a poeira do minério é a causa dos problemas de saúde de seu filho. “A empresa é grande e forte e a gente se sente incapaz de fazer algo por ele. Vou ter que deixar minha casa e pagar aluguel em outro lugar”, lamenta o morador. Ele também diz que nenhuma contrapartida vale a pena perto dos danos causados pela EMPABRA.

Já a moradora Juraci de Jesus Santos, 49, reclama dos prejuízos causados por alguns caminhões que passam pela sua rua de madrugada. “As paredes estão cheias de rachaduras e eu já tive que derrubar um banheiro e parte de um muro por causa disso. Também tive que parar até de colocar cerâmica na casa por causa dessas rachaduras. Sei que fiquei no prejuízo porque ninguém vai pagar por isso”, afirma Juraci.

Enfim, a população já deu sua opinião e apresentou exemplos de como o transporte de minério de ferro prejudica suas vidas. Resta saber se as autoridades vão se sensibilizar e cumprir o seu papel de representantes do povo ou irão atender o interesse de grandes empresas que ameaçam a saúde e a segurança dos sabarenses.

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