TERÇA-FEIRA, 17 DE JUL DE 2018
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NOTICIÁRIO - SOCIAIS
18 DE MAIO DE 2017
“Antes de ter meus filhos eu já era mãe”

A vida materna começou muito cedo para Maria Aparecida dos Santos, ou apenas, Dona Naná, antes de se casar e ter seus filhos, criou os três irmãos menores, em Nova União, cidade onde nasceu. Desde então, o espírito materno já aflorou nessa mulher alegre e batalhadora que criou uma grande família, teve oito filhos, criou sete, sendo seis homens e apenas uma mulher.

Aos 75 anos, Dona Naná ainda mantém toda a família por perto, dois moram com ela, além da nora e dois netos, outros moram próximo, apenas um mora em outra cidade. “Aqui, são umas dez pessoas que almoçam por dia, tem filho, tem neto, está sempre cheio”, conta feliz. E pelo que vimos os “meninos” de Dona Nana passam bem. Chegamos cerca de uma hora antes do almoço, as panelas já estavam no fogão e estava saindo um delicioso mingau de milho verde. Pouco tempo depois os filhos já foram chegando.

Mas para criar essa bela família a vida exigiu sacrifício e muito trabalho de Dona Nana e também de seu marido, Antônio Tibúrcio José dos Santos, seu companheiro por mais de 50 anos que partiu há pouco mais de um ano.

Dona Naná chegou a Sabará há 53 anos. Veio logo após o casamento, acompanhando o marido, que trabalhava na Belgo Mineira. Acostumada com criação, ela fez de sua casa na Morada da Serra um verdadeiro sítio. Vale dizer que no início da década de 1960, o bairro não existia, ali era praticamente uma área rural da cidade, tanto que ela foi a primeira moradora do bairro. Plantava e ainda criava galinha, porco e vaca. Por isso, sempre tinha fartura de alimentos, vendia leite, ovos, queijo e doces que ajudava no sustento também. Além disso, Dona Naná já foi lavadeira, eram 17 trouxas por semana e sempre trabalhou como empregada doméstica. “Todos meus meninos estudaram, iam pra escola sempre arrumados, todos calçados. Nunca deixamos faltar nada. Sempre teve o leite, o pão e o arroz com feijão. E no domingo sempre teve um salgado, como tem até hoje”, diz.

Conversando com Dona Naná percebemos o orgulho que sente em ser mãe e a satisfação ao vê-los chegar para o almoço, detalhe, em um dia comum de semana. “Graças a Deus sou feliz, gosto muito de ser mãe. Agradeço a Deus por todos meus filhos. Eles são bons pra mim, olham e cuidam de mim”, diz.

A mãe também é motivo de orgulho para os filhos. Evandro, o mais novo, diz que é uma guerreira. “Ela é incrível, desde que éramos criança, sempre esteve na luta, trabalhando para nos criar e até hoje tem muita paciência com a gente, mas também temos que ser paciente com ela”, fala sorrindo. Para o filho Antônio Fernando, conhecido na cidade como Xororó, Dona Nana é especial e um exemplo de mãe. Mas assim como o irmão diz de forma descontraída que é preciso paciência. “Dona Naná? Ah, tudo que pede temos que fazer na hora”, brinca com a mãe. Iris dos Santos, a única filha mulher, diz que se mãe ganhasse troféu, sua mãe merecia o maior deles.

Como resposta a mãe sorridente fala que não tem do que reclamar da vida. “Não tenho do que me queixar, só tenho a agradecer, meus filhos sempre me apóiam em tudo e tenho muito orgulho de todos”.

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