SÁBADO, 15 DE DEZ DE 2018
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NOTICIÁRIO - MEIO AMBIENTE
16 DE MAIO DE 2017
Caminhões de mineradora preocupam moradores

Preocupação: esse é o sentimento da maior parte das pessoas em relação à possibilidade da empresa EMPABRA fazer o transporte de minério de ferro pela área urbana de Sabará. De acordo com a denúncia do vereador Roberto do Bar, a mineradora pretende usar as ruas da cidade para escoar sua produção, sendo que seriam mais de 400 caminhões traçados passando diariamente pelos bairros Castanheiras, Vila Marzagão, General Carneiro e pela a estrada Sabará/Belo Horizonte, MGC 262.

Essa medida geraria economia para os cofres da empresa, uma vez que o minério seria transportado em vias asfaltadas e em um trajeto menor. Atualmente, a EMPABRA utiliza a antiga estrada de terra que liga Sabará a Nova Lima. Devido à gravidade do problema, o vereador Roberto do Bar voltou a protestar na Câmara Municipal contra essa medida. “É preciso ter responsabilidade com o futuro de nossa cidade e isso é um absurdo”, disse Roberto. O vereador está organizando um abaixo-assinado para ser feito em toda região que pode ser afetada, além de distribuir panfletos conscientizando a população dos graves danos ao Meio Ambiente, à infraestrutura do Município e a saúde dos cidadãos sabarenses.

O presidente da Câmara Municipal, Valtair Rodrigues, também se manifestou contra esse tipo de transporte de carga em Sabará. “Nós devemos transformar esse assunto em um objetivo coletivo porque uma grande parcela da sociedade sabarense pode ser prejudicada”, afirmou Valtair.

Para o vereador William Borges foi um crime a Prefeitura, do governo passado, ter assinado o convênio com a empresa. Ele aponta que são vários os riscos; acidentes graves, já que são caminhões de 40 toneladas a cada minuto, além disso, existe o problema de saúde pública, pois o caminhão vai soltar uma grande quantidade de pó de minério no ar e ainda há o problema de degradação das vias. “A pergunta que queremos fazer para a empresa é a seguinte: o que Sabará ganhará com isso?”, argumentou. O parlamentar ressaltou ainda que quando foi prefeito da cidade (2008/2012) foi procurado pela empresa, mas não aceitou o convênio.

A Folha de Sabará foi às ruas e ouviu o que a população pensa a respeito disso. Para o artista Mauro Lúcio Xavier, 57, que vive há vinte anos na Vila Marzagão, o transporte de minério de ferro pela região é uma coisa impensável. “Isso deveria ser feito em vias mais apropriadas. As pessoas estão muito apreensivas porque a cidade não foi projetada para esse tipo de coisa”, afirma.

O morador ressalta que essa situação pode gerar dois grandes problemas: afetar a saúde pública e piorar o trânsito local. “O transporte de minério gera um resíduo no ar que a população acaba respirando o tempo todo. Também vai aumentar muito o fluxo de veículos e colocar em risco a segurança das pessoas”.

Além disso, Mauro Lúcio Xavier lembra que a Vila Marzagão é um sítio histórico tombado pelo IEFA e “precisa ser preservado”. “Somente o total descontrole de uma municipalidade pode permitir que essa quantidade de caminhões trafegue em uma área urbana”, diz.

Já o morador Neder Vieira, 54, foi mais taxativo. Para ele, isso é um absurdo. Morador há mais de quatro décadas da Vila Marzagão e proprietário de um bar na região, Neder diz que se for preciso vai protestar de forma veemente contra o tráfego de caminhões carregados de minério na região. “A mineradora acaba com tudo e depois abandona o lugar, deixando o prejuízo. Não podemos permitir que isso aconteça”, afirma Neder.

O comerciante Feliciano Fernandes de Souza, 59, que mora há 24 anos no bairro Castanheiras também é contra essa medida. Caso se concretize, os caminhões passariam na porta da sua casa e ele teme que isso possa danificar a estrutura do seu imóvel. “Nossas ruas não têm estrutura para esses caminhões pesados. Eles vão trincar todas as casas”, diz. Ele afirma que mesmo não passando dentro do bairro, o barulho dos caminhões já incomoda atualmente.

Feliciano lembra que há poucos dias um dos caminhões da EMPABRA se envolveu em um acidente que chegou a derrubar um poste. Além disso, o comerciante não vê benefícios para sua comunidade. “A gente sabe que os impostos da mineradora vão todos para Belo Horizonte porque a mina está localizada na região do Taquaril. Por isso, esses caminhões deveriam passar pelas ruas da capital”.

Para a moradora do Castanheiras Luciene Fernandes o maior risco é para a saúde das pessoas. “Tenho duas filhas pequenas e elas sofrem muito com a poeira porque tem bronquite e alergia”. Segundo Luciene, a população tem direito de protestar porque é preciso lutar por melhorias para a região.

A população sabarense espera e confia que as autoridades do Município tomem posição contra a pretensão da mineradora EMPABRA, de forma a impedir que tal projeto seja realizado. A saúde e a segurança dos cidadãos estão acima de qualquer interesse. É preciso firmeza e atitude para que o pior não aconteça e é nisso que a Folha de Sabará acredita e vai continuar lutando.

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