DOMINGO, 23 DE JUL DE 2017
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NOTICIÁRIO - GERAIS
15 DE MAIO DE 2017
O sedutor e perigoso mundo da Internet

Como os pais e a escola devem agir na formação das crianças em um mundo tecnológico

A Internet é um mundo mágico, tem coisas maravilhosas, mas também nos leva a caminhos obscuros que podem trazer muitos problemas. O risco de entrar em caminhos sem volta é grande, por isso é muito importante ficarmos atentos às crianças, adolescentes e jovens que por diversas circunstâncias são mais vulneráveis e acabam envolvidos em situações bem complicadas.

O risco está nas redes sociais através de bate papos que parecem inocentes, encontros amigáveis ou jogos desafiantes, tudo isso tem levado jovens a se perderem e algumas vezes até a morte. O alto índice de suicídio, entre jovens assusta, e o tema que antes era considerado um tabu, volta a ser assunto nas rodas de conversa, na mídia e no novo mundo das redes sociais.

Conversamos com a coordenadora pedagógica do Colégio Villa Real, Andréa do Nascimento, que há 23 anos trabalha com educação. Ela pontuou temas importantes na formação de crianças e adolescentes para que eles possam encarar o mundo tecnológico sem correr tantos riscos.

Lidando diariamente com os questionamentos dos adolescentes, Andréa fala da importância dos valores na criação de um ser humano e da qualidade do tempo que os pais passam com os filhos.

A pedagoga destaca que muitas vezes os pais se preocupam em direcionar a atenção para os filhos principalmente na fase da adolescência, pois é um período de muitas mudanças. O problema é que muitos pais focam apenas na adolescência, mas o ideal seria que este acompanhamento começasse desde a primeira infância. Andréa diz que é importante que haja um forte vínculo afetivo, um elo de confiança e que isso não se rompa, porque dessa forma o filho vai criar muita confiança nos pais, logo a adolescência será mais fácil. “Aquele pai que já conhece desde pequeno as vontades do filho, as reações diante de certas situações, tem do filho uma resposta muito maior daquele que começa a se preocupar só na adolescência. Essa fase é crítica, mas depende muito do que foi feito até este momento”, explica.

Outra preocupação dos pais é com a quantidade de tempo que passa com os filhos. Andréa diz que o mais importante é a qualidade deste tempo e a importância em não suprir a ausência fazendo a vontade dos filhos, como deixar de impor certos limites.

“A criança desde pequena testa os pais, para saber qual o espaço vai ocupar. Ela sente falta da postura do pai que não sabe se impor. Muitas vezes a criança decide algumas questões que podem parecer pequenas, mas é importante ficar atento a isso, pois ela conquista espaços que não deveriam ser dela, e sim dos pais”, diz.

Esta forma de atitude de alguns pais pode criar adolescentes inseguros, calados, solitários e que se interagem pouco, com características depressivas ou então aqueles impetuosos, eufóricos, que tem pouca base de valores e gostam de desafios; os dois perfis se tornam alvos fáceis para o perigoso mundo virtual. “O adolescente mais participativo, eufórico e que é muito seguro diz: ‘ Eu vou entrar para saber como é, mas depois vou sair’, dessa forma corre um sério risco e não percebe o perigo da situação”, diz. Já o adolescente mais acanhado procura a internet como um refúgio, para fugir da solidão, onde ele poderá ser ouvido sem ser visto.

Por isso é importante os pais estarem sempre próximo dos filhos, como já foi dito, criar uma relação de confiança desde cedo, para que os filhos possam contar se não todas, pelo menos aquelas situações onde se sentirem ameaçados.

Andrea explica que na escola a questão dos riscos trazidos pela internet é tratada dentro da grade curricular através de disciplina que trata a questão da ética e de valores trazendo para o âmbito atual que são as redes sociais.

Além da disciplina, existe muita conversa com os alunos dentro de sala. “Também é fundamental a observação do comportamento dos alunos e sua mudança”, afirma.

Ela diz que aquele professor envolvido com a turma, sabe a importância de trabalhar as disciplinas com os alunos, mas também a interação. “Essa interação pode ser chamada de afetividade entre as duas partes. Então o relacionamento ultrapassa a conta de matemática e a gramática do português, porque o aluno vem e traz as questões sociais do grupo que ele vive fora da escola”, afirma.

O professor que tem essa sensibilidade percebe as modificação imediatas nos alunos, que não acontece de forma natural, então procura saber o motivo da mudança, primeiro através do próprio aluno, em seguida, pede orientações para a equipe pedagógica e se precisar a contribuição dos pais. “Quando a possibilidade de ajuda se esgota é importante procurar um especialista, no caso um psicólogo”, ressalta.

A coordenadora diz que assuntos polêmicos, surgido na mídia e redes sociais devem sim ser discutidos, quando relevantes, dentro da sala de aula, já que muitos são trazidos pelos próprios alunos. Principalmente quando o professor percebe que aquilo de certa maneira afeta a vida dos adolescentes e pode trazer prejuízos. “Quando o assunto é tratado abertamente, com o vocabulário que o aluno entenda e por um professor que tenha o reconhecimento do aluno como autoridade dentro da sala de aula, há com certeza um ganho”, diz a coordenadora.

Para concluir, Andréa afirma que para afastarmos nossas crianças e adolescentes de todos os riscos trazidos pelas redes sociais o fundamental é o afeto e a formação de valores, o exemplo dado pelos pais e também pelos professores, porque são nessas referências que a criança vai se espelhar.

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