QUARTA-FEIRA, 25 DE ABR DE 2018
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NOTICIÁRIO - GERAIS
19 DE ABRIL DE 2017
Mineradora EMPABRA/Phoenix ameaça a qualidade de vida dos sabarenses

Imagine se sua rua fosse tomada por mais de 400 caminhões traçados todos os dias, carregando cerca de 30 toneladas de minério de ferro cada um e que tudo isso gerasse muita poeira, barulho e riscos a saúde da sua família. Pois bem, é exatamente isso que pode acontecer muito em breve com os moradores dos bairros General Carneiro, Castanheiras e estrada Sabará – Belo Horizonte.

A empresa EMPABRA – Empresa Mineração Pau Branco e Phoenix Mineração e Comércio LTDA, empresas do mesmo grupo, pretendem transportar o minério de ferro retirado de uma mina situada na região do bairro Taquaril, em Belo Horizonte, pelas vias de Sabará. Os caminhões passariam pelo bairro Castanheiras, via Borba Gato, estrada Marzagânia, também pela área tombada de Marzagão, entrando por terrenos da empresa União Rio, acessando terrenos do futuro Distrito Industrial e passando próximo ao Cemitério Terra Santa, para, enfim, chegar até a rodovia MGC-262 (estrada de Sabará / Belo Horizonte) para seguir ao seu destino final, até então desconhecido.

A Folha de Sabará entrevistou o vereador Roberto do Bar que fez essa denúncia na Câmara Municipal. De acordo com o vereador, a empresa firmou um convênio com a Prefeitura na gestão passada do prefeito Diógenes Fantini permitindo que esse transporte fosse feito pelas vias da cidade. “Esse convênio não passou pelo crivo da Câmara Municipal e por isso nós não temos conhecimento do seu teor. Acredito que como a população e o Legislativo não foram ouvidos esse convênio está sobrepondo à lei”, diz Roberto.

Os estragos causados pela mineração já são de conhecimento de todos, mas é importante refrescar a memória dos sabarenses. Danificação das estradas e acessos internos, tráfego pesado de caminhões em áreas urbanas e disseminação do pó de minério de ferro que é extremamente prejudicial à saúde são apenas alguns exemplos do que está por vir.

O vereador Roberto do Bar lembra ainda que essa empresa não traz nenhum benefício para a cidade, já que a mina de extração de minério está situada em Belo Horizonte e por isso todos os impostos são destinados a capital mineira. Sabará seria usada apenas como via para escoar a produção. “Sou completamente contra essa medida porque isso trará um impacto muito grande para o trânsito local, além dos problemas de saúde em crianças e idosos causados pela poeira do minério”, afirma Roberto.

É importante ressaltar que hoje muitos sabarenses já passam pela via Borba Gato para ter acesso a Avenida dos Andradas e a área hospitalar. Com o tráfego de caminhões pesados os motoristas não vão ter segurança, pois a chance de acidentes vai aumentar muito.

Além disso, não é a primeira vez que Mineradora Phoenix tenta transportar sua produção pelas ruas de Sabará. Em 2008, a empresa chegou a enviar uma proposta para a Câmara Municipal. Na época o objetivo era passar pelas ruas do bairro Roça Grande. A Folha de Sabará denunciou e encabeçou um manifesto junto com a população de Roça de Grande que seria a mais prejudicada. Após um pedido de vista, a mineradora retirou o projeto que nem chegou a ser votado. Segundo o vereador William Borges, essa mesma empresa também o procurou quando era prefeito, porém não iniciaram as negociações porque ele não viu nenhuma vantagem para Sabará. “Sou totalmente contra esse convênio porque isso seria um crime contra nossa cidade em todos os sentidos, mas principalmente ambiental”, diz William Borges.

Roberto do Bar explica que está comunicando a população sobre essa situação para que todos possam se manifestar contra a mineradora. “Instalamos faixas ao longo da Rua Carvalho de Brito, distribuímos panfletos e vamos fazer um abaixo-assinado. Nosso objetivo é realizar uma audiência pública para que a sociedade fique ciente de tudo. Uma coisa desse tipo não pode ficar restrita a Prefeitura ou a Câmara. É preciso discutir com a população, principalmente com os que serão atingidos diretamente”, diz.

Atualmente a empresa utiliza à estrada rural que dá acesso a Nova Lima e muitos proprietários de sítios da região já reclamam do caos causado pelos caminhões carregados de minério. Como essa estrada é de terra e encarece a logística para escoar a produção, a Mineradora Phoenix firmou esse convênio para passar pelas vias asfaltadas, do Município de Sabará.

Caso a empresa comece a passar pelas áreas urbanas de Sabará, os vereadores pretendem acionar o Ministério Público. Assim como em 2008, a Folha de Sabará volta a denunciar o perigo que novamente se aproxima da cidade.

Imagine os moradores de Sabará que já transitam diariamente com caminhões que estão tomando conta das estradas, além de ônibus e carretas. Agora os motoristas sabarenses também vão ter que transitar com mais de 400 caminhões de minério. Como fica o nosso direito de ir e vir? Quem vai pagar a conta dos acidentes que podem vir a acontecer? As estradas de Sabará não foram planejadas para este tipo de transporte. Atenção autoridades competentes: não podemos deixar este desastre acontecer.

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