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NOTICIÁRIO - SOCIAIS
19 DE ABRIL DE 2017
Centenárias celebram a vida

Três senhoras que já passaram dos 100 contam o segredo da longevidade

Maria José Oliveira, 106, Corina Bento, 101 e Adélia Muller Alves, 100 anos recém completados, juntas essas senhoras centenárias chegam a 307 anos de vida, tristezas, alegrias e muita sabedoria.

Atravessar a barreira dos 100 anos é para poucos, mas essas três senhoras conseguiram e nos últimos dias a Folha de Sabará,teve a oportunidade de reuni-las para uma pequena homenagem, já que todas fazem aniversário entre março e abril.

Dona Maria José de Oliveira chegou aos 106 anos no mês de março; Corina Bento da Silva completou 101 primaveras no dia 21 de março; a mais jovem das três chega aos 100 nesta quinta-feira, 13 de abril.

Transbordando simpatia, alegria e saúde as garotas centenárias curtiram a tarde de quarta-feira, 29, comemorando os anos vividos com muita descontração. Estavam presentes na comemoração alguns parentes e ainda representantes da Câmara Municipal. O vereador mais velho Geraldo Sérgio Silva, o Samuca que é filho de Dona Corina e também o mais jovem parlamentar, Hellison Lopes do Nascimento, professor Costela.

Durante a comemoração conversamos com elas, que contaram um pouco sobre a longa vida.

Maria José de Oliveira

106 anos

A mais vivida, dona Maria José, 106, chegou a essa idade com boa saúde, mas nos últimos anos, já após os 100, perdeu a audição e quem conta um pouco de sua história é seu filho Julio de Oliveira, atualmente presidente do Rotary Club de Sabará.

Dona Maria José veio de Itabira, aqui casou e criou a família de cinco filhos, atualmente com três netos e um bisneto.

Júlio conta que a alimentação sempre foi normal, nunca teve restrição a nada, mas também nunca abusou. “Ela sempre foi comedida com a alimentação”, diz.

Mas para ele o segredo da longevidade da mãe, não é apenas a alimentação, mas a forma como encara a vida. “Sempre foi muito tranquila, isso ajuda a viver mais. Nunca deu um beliscão em um filho, muito paciente, acha que isso contribuiu para que ela chegasse a essa idade”, diz o filho. Além disso, a fé também a ajudou. “Ela tem muita fé, sempre foi muito religiosa, o que dá força para passar pelas atribulações da vida”, ressalta.

Júlio afirma que para família é um privilégio ter a matriarca nessa idade e ainda com o poder de unir a família. “São poucas as pessoas que têm um privilégio desse e ainda com perspectiva de viver mais. Fico muito feliz e peço a Deus que ela continue com a gente ainda por um bom tempo”, conclui

Corina Bento da Silva

101 anos

No auge dos seus 101 anos, Dona Corina diz que o único remédio que toma é um dorflex para melhorar a dor nos joelhos, mas que no resto está tudo muito bem. “Graças a Deus não posso me queixar de nada. Toda vida tive muita saúde. Nunca me internei”, conta.

Nesta longa trajetória, Corina que casou aos 19 anos, criou uma imensa família, foram dez filhos, 35 netos, 48 bisnetos e cinco tataranetos. Deus já levou três filhos e nesses momentos difíceis a fé sempre ajudou muito. “Nossa Senhora da Conceição está comigo em tudo, tenho muita fé, mesmo”, conta.

Nascida em Sabará, Corina se casou na Igreja de Santa Rita que existia na Praça de mesmo nome no centro da cidade, mas foi demolida em 1939.

Para dona Corina, sua maior felicidade está nos filhos. Ela conta que apesar de terem sido criados todos com muita dificuldade, tem muito orgulho em dizer que começaram a trabalhar muito novos, todos aos 14 anos. “Eu nunca pedi emprego para meus filhos e todos empregaram novos e batalharam muito. Graças a Deus todos me deram muito gosto”, conta.

O vereador Samuca, filho de dona Corina, fala da alegria de ter uma mãe centenária. “É um privilégio. Minha mãe passou por muita dificuldade, foi uma vida de muito trabalho e sempre preocupada em educar os 10 filhos. Ela não pôde nos dar uma faculdade, mas nos deu o melhor estudo; que é o estudo da vida. É um orgulho ser filho dela e ter a sabedoria que ela tem. Até mesmo quando perdeu os filhos, ela nos confortou dizendo: ‘ Deus trouxe, Deus tem o direito de levar’; então já com mais de 90 anos, nos confortou. Agradeço todos os dias a mãe que eu tenho”, concluiu.

Adélia Muller Alves

100 anos

Prestes a completar 100 anos, Dona Adélia exala saúde e simpatia. Ela conta que está muito bem de saúde, teve alguns problemas no último ano, mas nada que a derrubasse. “Graças a Deus estou ótima”.

Dona Adélia é nascida em Cataguases veio para Sabará ainda jovem, aqui se casou e criou toda a família. Chega a essa idade com onze filhos, 35 netos, 42 bisnetos e três tataranetos. A senhora teve 11 filhos, mas criou 14, já que casou com um homem viúvo que já era pai de três.

A centenária afirma que sua maior felicidade está nos filhos. “A maior alegria que eu tenho são meus filhos. Eu também sou muito estimada aqui e em todos os lugares que passei fiz muita amizade, isso é muito bom”, diz sorridente.

Para ela, o segredo de chegar a essa idade é muita fé, sempre foi muita religiosa e tem muita devoção a Nossa Senhora da Piedade. A sua ligação com a religião começa já em seu nascimento. Dona Adélia nasceu no dia 13 de abril de 1917, uma Quinta Feira Santa. Agora, irá comemorar seu centenário exatamente em uma Quinta-Feira Santa, já que a data será em 13 de abril.

O escritor Luiz Alves, filho de Dona Adélia, acredita que realmente a fé tenha sido um segredo para a vitalidade e principalmente para suportar as tristezas da vida. “Ela passou por muito sofrimento com a perda de três filhos; dois ela enterrou em um intervalo de 19 dias, eram criancinhas, outro, ela não pôde nem enterrar. Naquela época Belo Horizonte era muito longe e era muito difícil ir até lá, ele estava internado na capital e não dava para ir todos os dias. Quando chegou para visitá-lo ficou sabendo que já seu filho de apenas 18 anos tinha morrido e sido enterrado, o hospital não teve como avisá-la”, conta Luiz. Além disso, o escritor lembra que o pai era um homem bom e muito inteligente, mas sofria com o alcoolismo, o que era um sofrimento enorme para mãe.

Sônia Regina Alves, a filha mais nova, conta que a mãe é muito forte, já teve depressão, mas logo se tratou e ficou bem. Ano passado chegou a ter dengue hemorrágica, desidratação e caiu algumas vezes, mas está muito bem. Também em 2016, acordou um dia com a língua enrolada, não conseguia abrir os olhos e o corpo estava paralisado, foi para a UPA, onde não descobriram o que aconteceu, mas no mesmo dia voltou pra casa, como se nada tivesse acontecido. “Ela chegou em casa e disse: ‘ A UPA é muito bonita, lá os médicos são bonitos, as enfermeiras são bonitas é tudo muito bonito. Gostei muito!’”, conta.

Para a neta Maira Alves, ter uma avó centenária é muito gratificante. Ela diz que a avó tem muita atenção e carinho com os netos. Sempre incentivou todos os netos a rezarem. “Cada um foi colocado em devoção a algum santo e com isso a maioria está ligada à Igreja”, diz.

Além disso, a neta diz que a avó tem o poder de unir todos os familiares, fazendo com que a os parentes, mesmo que aconteça alguns atritos, vez ou outra, viva de forma harmoniosa.

Por todas essas histórias, resolvemos homenagear essas senhoras que chegaram aos cem anos vencendo muitos obstáculos e mostrando que o fundamental para alcançar essa idade é o cuidado com a saúde, a fé e principalmente o amor da família.

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