SEXTA-FEIRA, 15 DE DEZ DE 2017
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NOTICIÁRIO - SAÚDE
03 DE ABRIL DE 2017
Casos de Zika caem 98% em 2017 no Brasil

Doença relacionada ao nascimento de bebês com microcefalia foi notificada em 112 gestantes, este ano, com seis confirmações até o momento

O zika vírus, que colocou as autoridades ligadas à saúde e grávidas de todo o Brasil em estado de alerta ao longo de 2015/16, apresentou nos primeiros meses deste ano uma redução significativa. Dados do Ministério da Saúde apontam uma baixa na incidência da doença de 98% em todas as regiões do país, ao contrário do que é esperado para a época do ano mais favorável à proliferação de mosquitos. Foram 71.553 notificações até 18 de fevereiro de 2016 contra 1.653 no mesmo período de 2017. Somente em Minas Gerais, os prováveis casos caíram de 4.954 em fevereiro do ano passado, para 162 em fevereiro deste ano.

Mesmo com a boa notícia, é importante que as grávidas continuem se prevenindo para evitar o contato com o vírus, que tem sido relacionado ao nascimento de bebês com malformação neurológica. “O risco de grávidas infectadas terem um bebê com microcefalia é bem menor do que o de malformação por outras infecções. Porém, ainda não se sabe o fator determinante para o desenvolvimento do problema em bebês de mães diagnosticadas e o não desenvolvimento em outros, o que nos deixa sempre em estado de alerta”, explica Dr. João Pedro Junqueira, Presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana – SBRH.

Este ano, Minas Gerais confirmou seis casos de gestantes com o Zika Vírus até o momento, em um total de 112 notificações, segundo a Secretaria Estadual de Saúde –SES/MG. “O profissional da área deve sempre ficar atento à avaliação cuidadosa do perímetro cerebral e à idade gestacional. Enquanto fonte direta de contato com a população, deve reforçar os cuidados para evitar a proliferação do mosquito transmissor, orientar as grávidas sobre as medidas individuais de proteção e a importância de realizarem um pré-natal qualificado”, ressalta Dr. João Pedro.

Diagnóstico

O primeiro exame físico do recém-nascido com suspeita de microcefalia deve ser feito em até 24 horas de seu nascimento, sendo importante medir o perímetro encefálico até o sexto dia de vida, bem como possíveis anomalias congênitas. Exames neurológicos e de imagem, como ultrassonografia e/ou tomografia são indicados. Cerca de 90% das microcefalias estão associadas ao retardo mental, mas o tipo e o nível de gravidade da sequela variam de caso para caso.

O Zika Vírus é um dos causadores deste tipo de malformação fetal e é transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito da dengue e da chikungunya. Como prevenção ao contato com ele, as principais recomendações são o uso de repelentes indicados para o período de gestação, uso de roupas de manga comprida, evitar o acúmulo de água parada em casa ou no trabalho, além da prática de sexo seguro em áreas com altos índices de transmissão do vírus.

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