TERÇA-FEIRA, 17 DE JUL DE 2018
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NOTICIÁRIO - SOCIAIS
22 DE MARÇO DE 2017
Uma nota que se cala

No último sábado, 11, Sabará se despediu do professor e regente José Guilherme Alves que estava com 82 anos e por quase 40 anos regeu o Coral Waldemar Baptista. José foi um dos fundadores do Coral, em 1971, juntamente com o médico e poeta Waldemar Gomes Baptista. O coral, um orgulho de Sabará, não existe mais, mas por décadas foi presença constante em todos os eventos realizados no município e em outras cidades, participando de diversos festivais pelo país.

Embora, tenha se dedicado muito de sua vida ao Waldemar Baptista, José também percorreu toda a musicalidade sabarense, tocava magistralmente o órgão de tubo na Igreja do Carmo, (instrumento tocado por pouquíssimos músicos) regendo também o Coral Flos Carmeli e ainda o Coral Crescere de Belo Horizonte, formado por ex-alunos dos Seminários do Caraça, Diamantina, Mariana, cantores convidados de outros seminários e cantores laicos convidados.

Além disso, “Zé Guilherme” trouxe a tradição do Ofício das Trevas de volta à Sabará, reunindo vários corais da cidade e a orquestra Santa Cecília. A cerimônia acontece na Quarta-Feira Santa, relembrando a Paixão de Cristo.

A vida amorosa também foi melódica. Foram quatro casamentos e sete filhos, todos do primeiro casamento. Como ficou viúvo duas vezes, casou três vezes na Igreja, pois fazia questão de fazer tudo de forma muito correta. A viúva Helena Alves que conviveu com ele os últimos dois anos e três meses conta. “Tudo dele era muito certo, ele era muito temente a Deus, muito religioso, por isso quis casar na Igreja e no civil. Ele dizia que não se sentia bem se não se casasse na Igreja”, conta Helena, que também era viúva.

Helena conta que já o conhecia há mais de 30 anos, pois também participava do coral Waldemar Baptista, mas foi só após os dos ficarem viúvos e de um rápido casamento de José que não deu certo, que eles começaram a se olhar de forma diferente. Mas a viúva conta que demorou a se entregar, até que uma carta, a moda antiga, a conquistou. O casamento aconteceu há dois anos e três meses, com o consentimento da família dos dois. “Foram dois anos e três meses de muita felicidade, muito bem vividos, onde fizemos muitas coisas juntos, viajamos, cantamos e permaneci com minha liberdade e independência financeira”, diz.

A filha Ivana Cristina conta que durante seu velório percebeu o quanto seu pai era querido. “As pessoas chegavam para gente e diziam: ‘ Zé Guilherme era meu amigo’. Ele fazia com que cada pessoa fosse 100% para ele. Todos eram importantes, independente de classe social. Ele tinha uma extensão enorme de amigos. Eu fico muito feliz por ter tido o privilégio de ter esse homem na minha vida, como meu pai”, ressalta.

José Guilherme não era nascido em Sabará, era filho de Itaverava, próximo a Conselheiro Lafaiete, mas adotou Sabará ainda muito jovem, aqui fez toda sua vida e ajudou a construir a cultura da cidade, foi reconhecido e por isso se tornou cidadão honorário sabarense, em 1989, título concedido pelo então prefeito Luiz Alves. Embora não esteja mais aqui para reger tão belas vozes seu legado permanecerá para sempre.

O maestro ainda pode ter uma bela homenagem, o vereador Guilherme Alves, na primeira reunião da Câmara Municipal de 2016, entrou com uma indicação, onde solicitava a criação do Dia do Músico Sabarense, uma maneira de valorizar a nossa riqueza musical, a data escolhida para celebrar esse dia foi 25 de junho, em homenagem ao regente José Guilherme Alves que nasceu nesse dia no ano de 1934.

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