QUARTA-FEIRA, 19 DE JUN DE 2019
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NOTICIÁRIO - GERAIS
26 DE ABRIL DE 2016
Empreendedores criam o Cachaciê

Aplicativo na internet é criado para informar e orientar os apreciadores da mais brasileira das bebidas

A cachaça, a mais original das bebidas brasileiras, virou artigo da net e ganhou um portal exclusivo para consultas de seus apreciadores. A ideia partiu de uma dupla de empreendedores mineiros que criaram o Projeto Cachaciê com apoio do Sebraetec (ferramenta tecnológica do Sebrae que permite o acesso a inovações e melhoria de processos, produtos e serviços). O projeto resultou em um aplicativo mobile, em versões ios e androide, que traz a cachaça para um ambiente digital. “Nosso produto estimula os consumidores a conhecerem mais sobre os produtos disponíveis no mercado, a diferenciá-los e a obter informações como preço médio, notas e comentários”, explica a gestora executiva do projeto, Ana Laura Guimarães.

Na empresa virtual, a marca – Cachaciê – faz referência ao sommelier da cachaça, aquele que conhece e entende da bebida. “Estamos tendo muito cuidado e cautela nos processos de testes e ajustes do nosso produto”, frisa o sócio da Ana Laura, Paulo Henrique Silva Guimarães. O Cachaciê já está ativo nas redes sociais (facebook e instagran) e o site (www.cachacie.com.br) está na fase final de construção. “Até o fim do mês, ele conterá todas as abas: lista de cachaças e de produtores, página com explicação sobre o APP, blog, notícias, novidades e contatos”, promete Ana Laura. Uma vez implantado, o site vai permitir, entre outros serviços: reconhecimento automático da cachaça por meio da análise do rótulo; lista das melhores do país; compartilhamento de avaliações, notas e comentários dos aficionados.

Além de consumidores e apreciadores, o Cachaciê é destinado também aos produtores, distribuidores, revendas, fornecedores e prestadores de serviços especializados na cadeia produtiva da cachaça, consultores, acadêmicos e formadores de opinião. Os empreendedores pretendem disponibilizar cerca de mil rótulos até o final de 2016 e cadastrar 95% dos produtos no mercado, a partir de informações do Ministério da Agricultura.

O mercado da branquinha

A cachaça (aguardente, pinga, birita, branquinha, manguaça, engasga-gato, calibrina, etc.) é hoje a única bebida brasileira com potencial para provocar um boom no mercado internacional. O destilado possui, por Decreto Federal, o título de Bebida Nacional do Brasil e, por leis estaduais, é Patrimônio Cultural em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Os bares e restaurantes, com 70% da preferência, são os locais preferidos para a degustação da branquinha que, de Norte a Sul do país, é fabricada industrialmente (70%) ou em alambiques (30%).

Dados de 2012 do Centro Brasileiro de Referência da Cachaça (CRBC) informam que a cachaça, o terceiro destilado mais consumido no mundo, contabiliza números significativos no país: 40 mil produtores legalizados (98% micro e pequenos empresários) produzem 4.000 marcas; os postos de trabalho, diretos e indiretos, chegam a 600 mil; por ano, são consumidos 11,5 litros, por habitante; a movimentação de valores anuais, na cadeia produtiva, é de R$7 bilhões; no market share (participação no mercado) de destilados do Brasil, a cachaça responde por 87%.

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