SEGUNDA-FEIRA, 10 DE DEZ DE 2018
Untitled Document
NOTICIÁRIO - ECONOMIA
21 DE MAIO DE 2015
Mesmo com os números negativos, industriários se dizem otimistas

Hoje, dia 25 é celebrado o Dia da Indústria e 2015 não tem sido um ano fácil para os industriários do país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, a produção industrial de março teve queda de 0,8% em relação ao mês de fevereiro. Se comparada a março de 2014, o recuo foi de 3,5%.

O trabalho industrial também sofreu queda de 3,9% no primeiro trimestre do ano frente ao mesmo período do ano passado. Houve redução também na massa salarial de 1,4% em março e 4,1% no trimestre que passou. Mas mesmo com estes números negativos, os industriários seguem confiantes e encontrando alternativas para conter gastos e manter a lucratividade.

Rodrigo Concolatto, presidente da Artely Móveis diz que a crise econômica já está sendo sentida pelos empresários. "Nós temos sentido a crise principalmente pela queda nas vendas. Os estoques estão cheios e tivemos que fazer redução na jornada de trabalho", conta. Segundo Jorge Carvalho de Oliveira Jr, diretor administrativo da Princess Cosméticos, os estoques estão cheios, mas não apenas por conta da crise. "O poder de compra da população caiu graças também ao excessivo aumento de energia, do combustível, de alimentos como a carne. O brasileiro está comprando menos porque está pagando mais caro por tudo".

Para Jorge, o cenário negativo na indústria brasileira não é novo e, por isso, os empresários estão acostumados em ter que buscar saídas para os problemas econômicos do país. "O empresário brasileiro é considerado no mundo o empreendedor de maior capacidade de mudanças. Isto porque estamos sempre buscando soluções criativas para amenizar os efeitos negativos do reflexo da alta carga tributária, dos encargos sociais, dos juros, dos spreads abusivos, além, é claro, do pouco acesso à capacidade de investimentos. A dificuldade não é de hoje. Estamos apenas encontrando novas saídas para novos problemas", explica.

Uma das saídas, segundo Concolatto, é surpreender os compradores. "Estamos inovando nos produtos, fazendo lançamentos com mais frequência, inovando em cores, incorporando ao catálogo produtos com diferenciais tecnológicos, tudo para atrair os compradores mesmo. Estamos chamando a atenção com inovações e está funcionando", revela.

Já na Princess Cosméticos, o modo de trabalho está sendo reinventado. "Estamos numa espécie de reengenharia para aumentar a produtividade e baixar excessivamente os custos. Reduzir os custos tem sido a preocupação principal", conta Jorge.

A redução de custos tem mesmo que ter atenção especial dos empresários, de acordo com o administrador Daniel Godri Jr. Como há pouco dinheiro entrando nas empresas, pouco dinheiro tem que sair delas também. "As empresas precisam gastar menos neste período e isto pode ser feito renegociando com os fornecedores de matéria-prima, tentando uma redução significativa na área de compras ou fazendo um levantamento de custos fixos e variáveis e a partir daí perceber aonde se pode fazer cortes que não afetem diretamente o negócio, por exemplo. O importante é diminuir gastos e seguir com a produtividade", explica Godri Jr.

Concolatto diz ainda que rever os processos industriais pode trazer uma grande economia. "Vale a pena buscar por novas tecnologias que economizem insumos, inclusive os que economizem energia elétrica.", diz. A internet também pode ajudar. Investimentos em publicidade e marketing podem ser reduzidos a partir de novos modelos de comunicação voltados às mídias sociais, por exemplo. Além disso, vale ressaltar que é possível gerar receita com a internet e diminuir gastos com energia, estrutura e pessoal por meio do Home Office.

Ainda segundo Godri Jr, em tempos economicamente difíceis, também se deve repensar o modelo de negócio e pensar em alternativas quando o mercado interno não está tão aquecido. "Aproveitar a desvalorização do real, por exemplo, vendendo mais para o mercado externo pode ser uma ótima ideia para compensar as perdas internas. Mesmo que a empresa nunca tenha exportado nada, este é o momento para se pensar nisto", diz.

Jorge de Oliveira Junior reforça que as dificuldades precisam fortalecer a empresa e o empresário e não abalá-los. Para ele, há sempre boas oportunidades em tempos difíceis. "É por isso que nossas expectativas são positivas. Não podemos esperar o negativo, pelo contrário. Enquanto alguns choram, outros vendem lenço".

ECONOMIA
23 DE NOVEMBRO DE 2015
29 DE FEVEREIRO DE 2016
Desconto de 15% no IPTU
05 DE JANEIRO DE 2017
2017 será para empreendedores
SIGA A FOLHA DE SABARÁ:
2015 © Todos os direitos reservados